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Esta quarta-feira decorrerá em Torino a segunda mão da eliminatória entre Juventus e Bayern Munchen após uma vitória dos alemães por 2-0 no primeiro jogo dos quartos de final da UEFA Champions League 12/13,no Allianz Arena. O Football Industry apresenta um conjunto de quadros comparativos entre ambos os clubes dividido em três áreas distintas: Web, Finanças e Desempenho Desportivo.
O referido comparativo procura proporcionar uma visão global dos dois clubes, da sua dimensão e das possibilidades de ambas as equipas.
WEB
No que diz respeito à componente online, o Bayern Munchen apresenta um número superior de fãs no Facebook não se conseguindo sobrepor à Juventus nas restantes redes sociais. No entanto, globalmente verifica-se um grande equilíbrio entre os dois clubes. Em relação aos seus websites, o juventus.com apresenta-se numa melhor posição tanto a nível local como internacional.
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FINANÇAS
Relativamente à componente financeira, o Bayern Munchen apresenta uma situação mais fortalecida ocupando a quarta posição da Deloitte Football Money League 2013 comparativamente com a décima posição da Juventus. Relativamente à estrutura de receitas dos dois clubes, verifica-se que o clube italiano apresenta uma maior dependência face às receitas de direitos televisivos enquanto que a estrutura do Bayern Munchen assenta sobretudo nas suas receitas comerciais. O clube alemão é avassalador nos restantes pontos apresentando um plantel e marca mais valiosos, melhores assistências e valores superiores provenientes das competições da UEFA sustentados por melhores resultados alcançados nos últimos anos.
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DESEMPENHO DESPORTIVO
No que diz respeito aos confrontos diretos, ambas as equipas contam com três vitórias em competições oficiais. Apesar de os plantéis apresentarem características semelhantes, o clube alemão tem apresentado um volume ofensivo superior ao da Juventus na corrente edição da UEFA Champions League.
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Notas: (1) Dados recolhidos a 07 de Abril de 2013; (2) Na contagem dos troféus foram consideradas as seguintes competições: Campeonato do Mundo de Clubes, Champions League, Supertaça Europeia, Taça das Taças, Taça Intercontinental, Taça UEFA (Europa League), Taça Intertoto, Liga Italiana, Supertaça de Itália, Taça da Liga Italiana, Taça de Itália, Segunda Liga Italiana, Liga Alemã, Taça da Alemanha, Taça da Liga Alemã, Supertaça da Alemanha.
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Next Monday will take place at Old Trafford the 144th clash in official competitions between Manchester United and Manchester City being the top two positions of Barclays Premier League occupied, at the moment, respectively, by these two clubs separated by 15 points. As has been usual, Football Industry presents a set of comparative tables between both clubs divided into three distinct areas: Web, Finance and Sports Performance.
Such comparisons allows us to have an overview of the two clubs, their dimension and the chances of both teams.
WEB
Regarding the online component, the strategy of Manchester United differs from the one adopted by its rival. In fact, Manchester City is present in various social networks having reached an interesting number of followers although, with regard to Facebook, is still quite far from United. In this social network, Manchester City has only 15% of the number of fans of its rival. Regarding the websites of both clubs, currently, manutd.com is in a better position both at a national and international level.
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Note: Manchester United’s Twitter belongs only to its Press Office.
FINANCE
In terms of revenues, Manchester United presents stronger figures occupying the third position in Deloitte Football Money League 2013 compared to the seventh position of Manchester City. Regarding the revenue structure of the clubs, City has a greater dependence on revenues from TV rights and commercial deals while the Reds structure is more divided between the three sources. However, in the last ten seasons, Manchester City has managed to achieve a remarkable growth, due to the effort to evolve of the club and its owners, more than tripling its revenues. Moreover, Manchester United has shown better results in UEFA competitions and, therefore, gathered higher revenues through this source. Simultaneously, the Reds have a more valuable brand and a better average attendance although the squad of City is considered more valuable. Finally, the Blues did not show encouraging results in their latest report and accounts having recorded a negative net result and personnel costs that exceed the ones of their rival in spite of having a lower net debt.
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SPORTS PERFORMANCE
Manchester United also has a greater dominance in the sports performance area having been victorious 59 times in the 143 clashes in official competitions between these teams compared with the 39 triumphs of Manchester City. Regarding the remaining performance indicators during this season, shown in the table below, there is a greater balance between both teams.
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Notes: (1) Data collected on March 31, 2013, (2) When counting the number of trophies won were considered the following competitions: FIFA Club World Cup, UEFA Champions League, UEFA Super Cup, Cup Winners Cup, Intercontinental Cup, UEFA Cup, Premier League, FA Community Shield, English League Cup and FA Cup.
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Na próxima segunda-feira decorrerá em Old Trafford o 144º confronto em competições oficiais entre o Manchester United e o Manchester City sendo as duas primeiras posições da Barclays Premier League ocupadas, respetivamente, por estes dois clubes, separados por 15 pontos. Como já vem sendo hábito, o Football Industry apresenta um conjunto de quadros comparativos entre ambos os clubes dividido em três áreas distintas: Web, Finanças e Desempenho Desportivo.
O referido comparativo permite-nos ter uma visão global dos dois clubes, da sua dimensão e das possibilidades de ambas as equipas neste confronto e na competição.
WEB
No que diz respeito à componente online, a estratégia do Manchester United difere da adotada pelo seu rival. De facto, o Manchester City procura estar presente em diversas redes sociais tendo atingido já um número interessante de seguidores embora, no que diz respeito ao Facebook, se encontre ainda bastante longe do United. Nesta rede social, o Manchester City apenas apresenta 15% do número de fãs do seu rival. Em relação aos websites dos dois clubes, atualmente, o manutd.com está melhor colocado tanto a nível nacional como internacional.
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Nota: O Twitter do Manchester United pertence apenas ao Gabinete de Imprensa do clube.
FINANÇAS
Também ao nível das receitas, o Manchester United apresenta uma situação mais fortalecida ocupando a 3ª posição da Deloitte Football Money League 2013 comparativamente com o 7ª posto do Manchester City. Relativamente à estrutura de receitas dos dois clubes, verifica-se que o City apresenta uma maior dependência face às receitas de direitos televisivos e comerciais enquanto que a estrutura dos reds é mais repartida entre as três áreas. Contudo, nas últimas dez épocas, o Manchester City tem conseguido alcançar um crescimento assinalável, devido ao esforço de crescimento do clube e dos seus proprietários, mais do que triplicando as suas receitas. Verifica-se também que o Manchester United tem apresentado melhores resultados nas competições da UEFA tendo por isso arrecadado receitas superiores através desta via. Simultaneamente, os reds apresentam uma marca mais valiosa e melhores assistências embora o plantel do City seja considerado mais valioso. Finalmente, os blues não apresentaram resultados animadores no seu último relatório e contas, tendo registado um resultado líquido bastante negativo e custos com o pessoal superiores ao do seu rival, embora tendo uma dívida líquida inferior.
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DESEMPENHO DESPORTIVO
O Manchester United apresenta também um maior domínio na componente desportiva tendo saído vitorioso por 59 vezes dos 143 confrontos em competições oficiais entre estas equipas comparativamente com os 39 triunfos do Manchester City. Relativamente aos restantes indicadores de desempenho desta época, apresentados na tabela em baixo, verifica-se um maior equilíbrio entre ambas as equipas.
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Notas: (1) Dados recolhidos a 31 de Março de 2013; (2) Na contagem dos troféus foram consideradas as seguintes competições: Campeonato do Mundo de Clubes, UEFA Champions League, Supertaça Europeia, Taça das Taças, Taça Intercontinental, Taça UEFA, Liga Inglesa, Supertaça de Inglaterra, Taça da Liga Inglesa e Taça de Inglaterra.
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Esta terça-feira decorrerá em Camp Nou a segunda mão da eliminatória entre Barcelona e Milan após uma vitória dos italianos por 2-0 no primeiro jogo dos oitavos de final da UEFA Champions League. O Football Industry apresenta um conjunto de quadros comparativos entre ambos os clubes dividido em três áreas distintas: Web, Finanças e Desempenho Desportivo.
O referido comparativo permite-nos ter uma visão global dos dois clubes, da sua dimensão e das possibilidades de ambas as equipas.
WEB
No que diz respeito à componente online, o domínio do Barcelona é avassalador tendo mais seguidores em todas as redes sociais. De facto, considerando o Facebook, Twitter e Google Plus, o Milan apenas apresenta 32% do número de fãs do Barcelona. Em relação aos websites dos dois clubes, o fcbarcelona.com apresenta-se numa melhor posição tanto a nível local como internacional.
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FINANÇAS
Também a nível das receitas financeiras, o Barcelona apresenta uma situação mais fortalecida ocupando a segunda posição da Deloitte Football Money League 2013 comparativamente com a oitava posição do Milan. Relativamente à estrutura de receitas dos dois clubes, verifica-se que o clube italiano apresenta uma maior dependência face às receitas de direitos televisivos enquanto que a estrutura do Barcelona é mais estável. Por outro lado, o Barcelona apresenta também uma marca e plantel mais valiosos e uma assistência média superior aliada a melhores resultados nas competições da UEFA.
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DESEMPENHO DESPORTIVO
O Barcelona apresenta também um maior domínio na componente desportiva tendo saído vitorioso por seis vezes dos dezasseis confrontos entre ambos comparativamente com cinco triunfos do Milan. O clube espanhol tem apresentado um volume ofensivo superior ao do Milan na corrente edição da UEFA Champions League embora nos últimos cinco jogos se tenha apresentado em pior forma (considerando todas as competições).
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Notas: (1) Dados recolhidos a 09 de Março de 2013; (2) Na contagem dos troféus foram consideradas as seguintes competições: Campeonato do Mundo de Clubes, Campeonato Espanhol, UEFA Champions League, Supertaça Espanhola, Supertaça Europeia, Taça da Liga Espanhola, Taça das Taças, Taça do Rei, Taça Intercontinental, Taça UEFA, Liga Italiana, Supertaça de Itália, Taça da Liga Italiana e Taça de Itália.
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This Tuesday will take place at Old Trafford a clash between two giants of football, Manchester United and Real Madrid. At stake is a place in the quarter-finals of the UEFA Champions League after a one goal draw in the first leg. Football Industry presents a set of comparative tables between both clubs divided into three distinct areas: Web, Finance and Sports Performance.
Such comparisons allows us to have an overview of the two clubs, their dimension and the chances of both teams.
WEB
Manchester United and Real Madrid have different strategies with regard to social networks. While the first club bets only on Facebook, Real Madrid is present in a greater number of social media platforms having more followers than Manchester United, including on Facebook. Regarding their websites, both at international and local levels, the manutd.com presents itself in a better position.
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FINANCE
Financially, Real Madrid presents a more strengthened position being the club with the highest revenues in the world having, for the first time, surpassed the threshold of 500 million Euros in 2011/2012. Simultaneously, it also has a net debt below the one of Manchester United. However, the brand value of the English club is considered superior and has obtained better results in UEFA competitions receiving revenues above those of Real Madrid through this stream. Finally, the market value of Real Madrid’s squad is higher and Manchester United has shown a superior average attendance in 2012/2013.
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SPORTS PERFORMANCE
Regarding sports performance, Real Madrid has had a greater success having been victorious three times in the nine clashes between the clubs compared with two wins of Manchester United. The squads of both clubs show similar characteristics and recent form. Finally, Real Madrid has presented a stronger attacking volume in the current UEFA Champions League compared to Manchester United.
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Notes: (1) Data collected on March 2, 2013, (2) When counting the number of trophies won were considered the following competitions: FIFA Club World Cup, La Liga, UEFA Champions League, Spanish Super Cup, UEFA Super Cup, Spanish League Cup , Cup Winners Cup, Copa del Rey, Intercontinental Cup, UEFA Cup, Premier League, FA Community Shield, English League Cup and FA Cup.
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Entre 2003/2004 e 2011/2012 o Barcelona aumentou as suas receitas de bilheteira, direitos televisivos e comerciais de 169 milhões para 483 milhões de Euros correspondendo a um crescimento de 185%, superior ao do seu rival Real Madrid no mesmo período. Depois de em 2005 e 2006 ter ocupado o sétimo e sexto lugares, respectivamente, da Deloitte Football Money League, o Barcelona oscilou entre a segunda e terceira posição tendo estabilizado no segundo posto desde 2008/2009, época em que venceu a UEFA Champions League pela terceira vez. O Barcelona aumentou o seu peso no total das receitas dos clubes que integram o referido ranking de 6% em 2005 para 10% em 2013.
Não tendo sido a única razão, verifica-se que nos anos em que se observaram as maiores taxas de crescimento das receitas, o Barcelona venceu a UEFA Champions League (2005/2006, 2008/2009 e 2010/2011) tendo sido por isso um aspecto importantíssimo para exponenciar o potencial do clube. O crescimento médio apresentado entre 2003/2004 e 2011/2012 foi de 14%.
No período em análise, o peso das suas receitas de bilheteira situou-se entre os 24% e os 34% (tendência decrescente), as receitas de direitos televisivos entre os 36% e os 44% (tendência decrescente), e as comerciais entre 27% e 39% (tendência crescente). Entre 2003/2004 e 2011/2012 o clube aumentou as suas receitas de bilheteira em 101% (58 para 116 milhões), as de direitos televisivos em 126% (66 para 180 milhões de Euros) e as comerciais em 313% (45 para 187 milhões de Euros) tendo esta última rúbrica apresentado o maior aumento nos últimos anos. Actualmente, o Barcelona é o quarto clube que mais gera receitas de bilheteira, o segundo que mais ganha com direitos televisivos e o terceiro no que concerne a receitas comerciais.
 
Factos mais importantes:
2011/12 (2º): Contrato de patrocínio com a Qatar Sports Investments. Aumento das receitas provenientes do contrato de exploração de direitos televisivos com a Mediapro.
2010/11 (2º): Primeira vez em que as receitas de bilheteira ultrapassaram os 100 milhões de Euros. Crescimento assinalável das receitas de direitos televisivos associado à conquista da UEFA Champions League. Prolongamento do contrato com a Mediapro até 2014/15. Patrocínio da Qatar Foundation.
2009/10 (2º): Aumento das receitas de market pool atribuídas pela UEFA aos clubes espanhóis. Assinatura de um novo contrato de exploração de direitos televisivos com a Mediapro até 2013/14. Decisão de estabelecer um acordo lucrativo de patrocínio para a frente das suas camisolas pela primeira vez na história do clube.
2008/09 (2º): Crescimento assinalável das receitas de direitos televisivos associado à conquista da UEFA Champions League e à melhoria do contrato de exploração de direitos televisivos com a Mediapro. Melhoria do contrato com a Nike. Acordos com a Betfair e a Etisalat.
2007/08 (3º): Aumento das receitas de direitos televisivos devido à boa prestação na UEFA Champions League. Primeira vez em que as receitas comerciais ultrapassaram os 100 milhões de Euros. Melhoria do contrato com a Nike.  
2006/07 (3º): Primeira vez em que as receitas de direitos televisivos ultrapassaram os 100 milhões de Euros devido ao novo acordo com a Mediapro. Prolongamento do contrato com a Nike até Junho de 2013. Acordo não lucrativo com a Unicef.
2005/06 (2º): Crescimento assinalável das receitas de direitos televisivos associado à conquista da UEFA Champions League. Anúncio de um contrato com a Mediapro a ter início na época seguinte.
2004/05 (6º): Aumento das receitas de direitos televisivos devido à melhor prestação na UEFA Champions League. Melhoria das receitas de bilheteira e quotizações devido à conquista do campeonato nacional e à campanha de angariação de sócios”El Gran Repte” (O Grande Desafio).
2003/04 (7º): Crescimento assinalável das receitas de direitos televisivos no âmbito do primeiro ano do novo contrato com a Televisió de Catalunya e das receitas de bilheteira devido ao aumento dos preços dos lugares cativos.
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PARTE 3 – ANÁLISE POR PAÍS
Ao longo das edições publicadas entre 2005 e 2013, fizeram parte do Top 20 da Deloitte Football Money League 6 equipas alemãs, 2 escocesas, 4 espanholas, 2 francesas, 10 inglesas, 6 italianas, 1 portuguesa e 1 turca perfazendo um total de 32 clubes. Em termos médios, o Top 20 tem sido constituído por 4 clubes alemães, 1 escocês, 2 espanhóis, 2 franceses, 7 ingleses e 4 italianos.
Em 2013, o Top 20 é constituído apenas por clubes pertencentes aos chamados Big 5 (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália). As melhores prestações nas competições da UEFA permitem aos clubes não pertencentes aos Big 5, por vezes, alcançar este Top tendo esta situação sucedido apenas por quatro vezes entre 2005 e 2013 (dois clubes escoceses, um português e um turco).
5.Contribuição por país para o total do ranking 2005-2013
Relativamente à contribuição por país para o total das receitas do Top 20 ao longo do anos em análise, observa-se que os clubes ingleses foram os que mais receitas geraram tendo sido responsáveis por 36% do total seguidos pelos representantes italianos (21%) e espanhóis (20%).
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6.Posição do melhor representante de cada país
Analisando a posição no Top 20 do melhor clube por país, é possível observar a evolução da presença alemã (representada fundamentalmente pelo Bayern Munich), a decrescente importância dos clubes italianos e a forte presença dos representantes ingleses e espanhóis.
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7.Peso de cada tipo de receita por país em 2011/2012
Em relação ao peso médio das receitas por país, de acordo com os valores de 2013 (2011/2012), as receitas comerciais são, tipicamente, o montante mais importante nas contas dos clubes alemães. Já as receitas de bilheteira assumem maior importância em Inglaterra e as receitas de direitos televisivos em França e Itália.
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Em termos absolutos, em Espanha, o modelo individual de negociação de direitos televisivos auxilia a que apenas dois clubes estejam presentes no top 20 e alcancem valores muito significativos nesta rúbrica.
 
Nota Final
Com o anúncio feito pela Premier League de que existirá um novo contrato de direitos televisivos num valor superior a três mil milhões de libras entre 2013/2014 e 2015/2016 (aumento de 70% em relação ao anterior), que pode ultrapassar os 5 mil milhões de libras com os contratos internacionais, espera-se um aumento significativo das receitas dos clubes ingleses. O mesmo poderá suceder com os clubes alemães dado que a Bundesliga anunciou também um novo contrato a vigorar a partir de 2013/2014 embora com valores inferiores à Premier League.
Nota 1: As receitas publicadas não incluem transferências de jogadores e impostos relacionados com vendas. Nota 2: As receitas dos clubes analisadas dividem-se em: bilheteira (todas as receitas de bilheteira, lugares anuais e quotizações), direitos televisivos (venda de direitos TV de todos os jogos nacionais e internacionais), e comerciais (patrocínios, publicidade, merchandising e outras receitas semelhantes); Nota 3: Foi utilizada a taxa de câmbio a30 de Junho de 2012 – £1 = €1.236.
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PARTE 1 – ANÁLISE GLOBAL
Foi recentemente publicado o relatório “Deloitte Football Money League 2013” relativo à época 2011/2012. Este estudo, desenvolvido pela consultora Deloitte, analisa as principais receitas operacionais dos clubes nas quais se incluem as que se relacionam com bilheteira, direitos televisivos e comerciais (patrocínios, publicidade e merchandising) não considerando as receitas com transferências de jogadores.
Na edição de 2013, o Real Madrid tornou-se o primeiro clube do Mundo a ultrapassar a barreira dos 500 milhões de Euros em receitas liderando o ranking desde 2006 e tendo mais do que duplicado as referidas rúbricas nos últimos oito anos. Simultaneamente, os clubes que compõem os primeiros seis lugares permaneceram os mesmos pelo quinto ano consecutivo.
Globalmente, os clubes do Top 20, geraram mais de 4,8 mil milhões de Euros correspondendo a um aumento de 10% face à época 2010/2011 sendo responsáveis por mais de um quarto das receitas totais do mercado europeu de futebol. O crescimento verificado é notável tendo em conta a situação económica actual sendo apenas ultrapassado pelo verificado na edição de 2008.
As principais alterações verificadas prenderam-se com a subida do Manchester City do 12º para o 7º posto, a passagem da Juventus da 13ª para a 10ª posição, a subida do Borussia Dortmund do 16º para o 11º lugar e a passagem do Napoli do 20º para o 15º posto. É também importante salientar a descida do Internazionale do 8º para o 12º lugar, do Tottenham do 13º para o 11º, do Schalke 04 do 10º para o 14º e da AS Roma do 15º para o 19º lugar.
Outro aspecto relevante é o facto de sete dos clubes presentes no ranking de 2013, terem registado quebras nas suas receitas face ao ano anterior. Contudo, este decréscimo deveu-se sobretudo a um decréscimo nas receitas de bilheteira e direitos televisivos no seguimento de um menor sucesso desportivo. Um exemplo desta situação é o Internazionale que registou uma quebra de 12% nas suas receitas após ter alcançado o sexto lugar no campeonato e os oitavos-de-final na UEFA Champions League em 2011/2012 comparativamente com o segundo lugar no campeonato e os quartos-de-final da UEFA Champions League alcançados na época anterior. O exemplo oposto é o Manchester City que aumentou as suas receitas em 68%, ascendendo cinco lugares no ranking, tendo mais do que duplicado as suas receitas comerciais e aumentado também significativamente as restantes pelas suas melhores prestações desportivas (conquista do campeonato, participação na fase de grupos da UEFA Champions League e oitavos-de-final da UEFA Europa League em 2011/2012).
Outra novidade prende-se com a presença do Corinthians no grupo de clubes logo após o Top 20 como representante dos campeonatos não europeus devido a um aumento das receitas comerciais e de direitos televisivos dos principais clubes Brasileiros, facto que não é alheio à realização do Campeonato do Mundo no Brasil em 2014.
1. Ranking Deloitte Football Money League 2005-2013 (valor e taxa de crescimento)
Apresentam-se de seguida os clubes que fizeram parte do Top 20 entre 2005 e 2013. Verifica-se que do Top 6 de 2013, o Barcelona é o clube que tem apresentado um crescimento médio mais elevado (14%) tendo o seu rival Real Madrid crescido, em média, 10% por ano. Globalmente, o Manchester City e o Borussia Dortmund apresentaram as taxas médias mais elevadas embora o segundo tenha feito parte do ranking apenas por 3 vezes durante o período em análise.
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Nota: valores em milhões de Euros.
2.Evolução da posição no ranking 2005-2013
Apresentamos também a evolução da posição dos clubes no ranking da Deloitte que fizeram parte do mesmo entre 2005 e 2013. Na tabela em baixo é possível constatar o crescimento de alguns clubes como o Manchester City (20º lugar em 2009 vs. 7º lugar em 2013)  e o Borussia Dortmund (18º lugar em 2010 vs. 11º lugar em 2013) ao longo dos anos analisados.
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Ir para Deloitte Football Money League 2005-2013 – Parte 2
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O conceito de Financial Fair Play (FFP) foi aprovado pela UEFA em Setembro de 2009 tendo em Maio de 2010 sido aprovada a primeira edição da UEFA Club Licensing and Financial Fair Play Regulations agregando os regulamentos de licenciamento dos clubes e os requisitos de monitorização financeira dos mesmos.
Relativamente aos critérios do sistema de licenciamento dos clubes, estes podem ser divididos em cinco áreas: desportivos, de infraestruturas, de pessoal, legais e financeiros.
O conceito base do FFP procura garantir e cimentar a sustentabilidade a curto e longo-prazo do futebol em geral e dos clubes em particular. A UEFA pretende consegui-la através da promoção de uma maior disciplina financeira e realização de despesas e investimentos sustentados de modo a que os clubes tenham sempre em mente o longo-prazo.
Os regulamentos do FFP consistem num conjunto de padrões de qualidade que cada clube deve apresentar de modo a poder participar nas competições europeias e em princípios chave de transparência, integridade, aptidão e credibilidade.
De modo a implementar o sistema com sucesso na Europa, a UEFA faculta às associações de futebol nacionais o apoio financeiro e técnico necessário. Estes organismos receberam até ao final da época 2011/2012 cerca de 100 milhões de Euros do fundo de solidariedade da UEFA.
Os objectivos fundamentais do Financial Fair Play são então os seguintes:

  • Melhorar a capacidade financeira e económica dos clubes aumentando a sua transparência e credibilidade;
  • Atribuir a importância necessária à protecção dos credores assegurando que os clubes saldam as suas dívidas para com jogadores, Estado e outros clubes dentro do intervalo de tempo estipulado;
  • Introduzir mais disciplina e racionalidade nas finanças dos clubes;
  • Proteger a viabilidade e sustentabilidade a longo-prazo do futebol europeu;
  • Encorajar investimentos sustentáveis de modo a proteger o futebol a longo-prazo;
  • Encorajar os clubes a operar com base em receitas próprias.

Os clubes são avaliados relativamente aos requisitos de break-even em três períodos de reporte financeiro: o período que termina no ano em que as competições de clubes da UEFA se iniciam (T) e os dois períodos semelhantes anteriores a este (T-1 e T-2). Assim, a título de exemplo, o período de monitorização avaliado na época de 2015/2016 cobrirá os períodos de reporte que terminam em 2015 (T), 2014 (T-1) e 2013 (T-2). A excepção prende-se apenas com a época 2013/2014 que cobre apenas dois períodos (os que terminam em 2013 e 2012).
O déficit máximo agregado de break-even permitido é de 5 milhões de Euros. No entanto, a UEFA definiu determinados desvios admissíveis desde que estes sejam cobertos por contribuições dos participantes no capital próprio e/ou partes relacionadas:

  • 45 milhões de Euros para os períodos de monitorização avaliados nas épocas 2013/2014 e 2014/2015;
  • 30 milhões de Euros para os períodos de monitorização avaliados nas épocas 2015/2016, 2016/2017 e 2017/2018;
  • Um valor inferior a 30 milhões de Euros para os períodos seguintes (ainda por confirmar).

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No primeiro período de monitorização, que terá efeito na época 2013/2014, há, no entanto, algumas excepções para os clubes que excederem o desvio máximo aceite. Assim, não serão sancionados os clubes que reportarem uma tendência positiva do seu break-even anual e/ou provarem que o seu déficit agregado deve-se apenas ao déficit anual do período que termina em 2012 (2011/2012), que por sua vez se encontra relacionado com contratos firmados com jogadores antes de 01 de Junho de 2010.
Os clubes são também avaliados de acordo com quatro indicadores de modo a concluir se necessitam de disponibilizar informação detalhada adicional para que sejam alvos de uma monitorização ainda mais específica. Se um clube violar um ou mais indicadores terá que disponibilizar informação financeira detalhada do período corrente (T) e orçamentos actualizados para os períodos futuros incluindo um plano para o cumprimento dos requisitos de break-even em T+1. Os indicadores são:

  1. Going concern: O relatório do auditor inclui um parecer que revela preocupação com a capacidade financeira da empresa.
  2. Capitais próprios negativos.
  3. Resultado de break-even: O clube reporta um break-even em déficit em T-1 ou T-2.
  4. Pagamentos em atraso: O clube reporta pagamentos em atraso a 30 de Junho do ano em que as competições da UEFA se iniciam.

Os clubes poderão ter que disponibilizar mais informações quando:

  • Os custos com pessoal excederem 70% das receitas totais;
  • O passivo líquido excederem 100% das receitas totais.

Caso os clubes não cumpram as normas do Financial Fair Play, a UEFA poderá aplicar-lhes multas ou excluí-los das competições europeias.
FONTES: UEFA Club Licensing and Financial Fair Play Regulations Edition 2012; Financial Fair Play Media Information – 25 January 2012
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