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PARTE 3 – ANÁLISE POR PAÍS
Ao longo das edições publicadas entre 2005 e 2013, fizeram parte do Top 20 da Deloitte Football Money League 6 equipas alemãs, 2 escocesas, 4 espanholas, 2 francesas, 10 inglesas, 6 italianas, 1 portuguesa e 1 turca perfazendo um total de 32 clubes. Em termos médios, o Top 20 tem sido constituído por 4 clubes alemães, 1 escocês, 2 espanhóis, 2 franceses, 7 ingleses e 4 italianos.
Em 2013, o Top 20 é constituído apenas por clubes pertencentes aos chamados Big 5 (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália). As melhores prestações nas competições da UEFA permitem aos clubes não pertencentes aos Big 5, por vezes, alcançar este Top tendo esta situação sucedido apenas por quatro vezes entre 2005 e 2013 (dois clubes escoceses, um português e um turco).
5.Contribuição por país para o total do ranking 2005-2013
Relativamente à contribuição por país para o total das receitas do Top 20 ao longo do anos em análise, observa-se que os clubes ingleses foram os que mais receitas geraram tendo sido responsáveis por 36% do total seguidos pelos representantes italianos (21%) e espanhóis (20%).
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6.Posição do melhor representante de cada país
Analisando a posição no Top 20 do melhor clube por país, é possível observar a evolução da presença alemã (representada fundamentalmente pelo Bayern Munich), a decrescente importância dos clubes italianos e a forte presença dos representantes ingleses e espanhóis.
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7.Peso de cada tipo de receita por país em 2011/2012
Em relação ao peso médio das receitas por país, de acordo com os valores de 2013 (2011/2012), as receitas comerciais são, tipicamente, o montante mais importante nas contas dos clubes alemães. Já as receitas de bilheteira assumem maior importância em Inglaterra e as receitas de direitos televisivos em França e Itália.
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Em termos absolutos, em Espanha, o modelo individual de negociação de direitos televisivos auxilia a que apenas dois clubes estejam presentes no top 20 e alcancem valores muito significativos nesta rúbrica.
 
Nota Final
Com o anúncio feito pela Premier League de que existirá um novo contrato de direitos televisivos num valor superior a três mil milhões de libras entre 2013/2014 e 2015/2016 (aumento de 70% em relação ao anterior), que pode ultrapassar os 5 mil milhões de libras com os contratos internacionais, espera-se um aumento significativo das receitas dos clubes ingleses. O mesmo poderá suceder com os clubes alemães dado que a Bundesliga anunciou também um novo contrato a vigorar a partir de 2013/2014 embora com valores inferiores à Premier League.
Nota 1: As receitas publicadas não incluem transferências de jogadores e impostos relacionados com vendas. Nota 2: As receitas dos clubes analisadas dividem-se em: bilheteira (todas as receitas de bilheteira, lugares anuais e quotizações), direitos televisivos (venda de direitos TV de todos os jogos nacionais e internacionais), e comerciais (patrocínios, publicidade, merchandising e outras receitas semelhantes); Nota 3: Foi utilizada a taxa de câmbio a30 de Junho de 2012 – £1 = €1.236.
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PARTE 2 – ANÁLISE GLOBAL (Continuação)
3.Ranking por tipo de receita
Analisando as receitas dos clubes que fizeram parte do Top 20 da Deloitte Football Money League 2013 por tipo de receita (bilheteira, direitos tv e comerciais), verifica-se que o Real Madrid liderou as receitas de bilheteira e direitos televisivos em 2011/2012 mas o Bayern Munich alcançou receitas comerciais mais elevadas. É também relevante salientar a maior importância dos clubes ingleses nas receitas de bilheteira surgindo o Manchester United e o Arsenal à frente de clubes como o Barcelona, o Bayern Munich e o AC Milan.
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Comparando os anos de 2005 e 2013, nos casos em que é possível, denota-se, por exemplo, que a evolução do Manchester United se deveu maioritariamente ao crescimento das suas receitas comerciais tendo o mesmo sucedido no caso do Barcelona e do Manchester City.
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Nota: Em 2005 a Deloitte optou por apresentar conjuntamente as receitas de bilheteira e direitos televisivos do Bayern Munich.
 
4.Peso dos primeiros do ranking no total de receitas e diferença entre o primeiro e último classificados
O peso dos primeiros clubes do ranking face às receitas totais dos 20 clubes tem vindo a aumentar. Exemplo disso é o Real Madrid que em 2005 era responsável por 8% das receitas e em 2013 por 11% observando-se uma maior polarização mesmo entre os clubes que compõem o ranking da Deloitte.
Esta situação é também verificada através da diferença entre as receitas do primeiro e último classificados. Enquanto que em 2005 o 20º e último classificado (Aston Villa) apresentava 33% das receitas do primeiro (Manchester United), em 2013 o Newcastle United apenas conseguiu gerar 22% das receitas alcançadas pelo líder Real Madrid.
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Ir para Deloitte Football Money League 2005-2013 – Parte 3

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PARTE 1 – ANÁLISE GLOBAL
Foi recentemente publicado o relatório “Deloitte Football Money League 2013” relativo à época 2011/2012. Este estudo, desenvolvido pela consultora Deloitte, analisa as principais receitas operacionais dos clubes nas quais se incluem as que se relacionam com bilheteira, direitos televisivos e comerciais (patrocínios, publicidade e merchandising) não considerando as receitas com transferências de jogadores.
Na edição de 2013, o Real Madrid tornou-se o primeiro clube do Mundo a ultrapassar a barreira dos 500 milhões de Euros em receitas liderando o ranking desde 2006 e tendo mais do que duplicado as referidas rúbricas nos últimos oito anos. Simultaneamente, os clubes que compõem os primeiros seis lugares permaneceram os mesmos pelo quinto ano consecutivo.
Globalmente, os clubes do Top 20, geraram mais de 4,8 mil milhões de Euros correspondendo a um aumento de 10% face à época 2010/2011 sendo responsáveis por mais de um quarto das receitas totais do mercado europeu de futebol. O crescimento verificado é notável tendo em conta a situação económica actual sendo apenas ultrapassado pelo verificado na edição de 2008.
As principais alterações verificadas prenderam-se com a subida do Manchester City do 12º para o 7º posto, a passagem da Juventus da 13ª para a 10ª posição, a subida do Borussia Dortmund do 16º para o 11º lugar e a passagem do Napoli do 20º para o 15º posto. É também importante salientar a descida do Internazionale do 8º para o 12º lugar, do Tottenham do 13º para o 11º, do Schalke 04 do 10º para o 14º e da AS Roma do 15º para o 19º lugar.
Outro aspecto relevante é o facto de sete dos clubes presentes no ranking de 2013, terem registado quebras nas suas receitas face ao ano anterior. Contudo, este decréscimo deveu-se sobretudo a um decréscimo nas receitas de bilheteira e direitos televisivos no seguimento de um menor sucesso desportivo. Um exemplo desta situação é o Internazionale que registou uma quebra de 12% nas suas receitas após ter alcançado o sexto lugar no campeonato e os oitavos-de-final na UEFA Champions League em 2011/2012 comparativamente com o segundo lugar no campeonato e os quartos-de-final da UEFA Champions League alcançados na época anterior. O exemplo oposto é o Manchester City que aumentou as suas receitas em 68%, ascendendo cinco lugares no ranking, tendo mais do que duplicado as suas receitas comerciais e aumentado também significativamente as restantes pelas suas melhores prestações desportivas (conquista do campeonato, participação na fase de grupos da UEFA Champions League e oitavos-de-final da UEFA Europa League em 2011/2012).
Outra novidade prende-se com a presença do Corinthians no grupo de clubes logo após o Top 20 como representante dos campeonatos não europeus devido a um aumento das receitas comerciais e de direitos televisivos dos principais clubes Brasileiros, facto que não é alheio à realização do Campeonato do Mundo no Brasil em 2014.
1. Ranking Deloitte Football Money League 2005-2013 (valor e taxa de crescimento)
Apresentam-se de seguida os clubes que fizeram parte do Top 20 entre 2005 e 2013. Verifica-se que do Top 6 de 2013, o Barcelona é o clube que tem apresentado um crescimento médio mais elevado (14%) tendo o seu rival Real Madrid crescido, em média, 10% por ano. Globalmente, o Manchester City e o Borussia Dortmund apresentaram as taxas médias mais elevadas embora o segundo tenha feito parte do ranking apenas por 3 vezes durante o período em análise.
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Nota: valores em milhões de Euros.
2.Evolução da posição no ranking 2005-2013
Apresentamos também a evolução da posição dos clubes no ranking da Deloitte que fizeram parte do mesmo entre 2005 e 2013. Na tabela em baixo é possível constatar o crescimento de alguns clubes como o Manchester City (20º lugar em 2009 vs. 7º lugar em 2013)  e o Borussia Dortmund (18º lugar em 2010 vs. 11º lugar em 2013) ao longo dos anos analisados.
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