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A presente conjuntura criada pelo COVID-19, constitui uma possível mudança e oportunidade/desafio no mercado de patrocínios da indústria do futebol. Face aos recentes acontecimentos, muitas marcas decidiram reavaliar as suas estratégias e os contratos em vigor.

De acordo com dados da KPMG, o valor de patrocínios nas 5 principais ligas europeias (Bundesliga, La Liga, Ligue 1, Premier League e Serie A), os que mais atraem as marcas, ascende a 3.300 milhões por ano sendo que um terço corresponde ao patrocínio da frente das camisolas.

A Premier League destaca-se claramente gerando 832 milhões de Euros anualmente, quase o dobro da La Liga com 436 milhões de Euros por ano. O gráfico em baixo permite também ver a diferença de realidades face a outras ligas como a turca (SuperLig) e a holandesa (Eredivisie).

Tal como sucede com outros fluxos de receita, existe também polarização dentro de cada liga. A título de exemplo, os 6 principais clubes da Premier League agregam 83% do valor total do campeonato e, em Espanha, Real Madrid e Barcelona reúnem 80% do valor. Os elevados valores recebidos por estes clubes ultrapassam, inclusive, os globais de ligas como a SuperLig e a Eredivisie.

Com o final abrupto da Ligue 1 devido à pandemia e a nova conquista do Paris Saint-Germain, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

O grande vencedor nesta análise é, sem dúvida, o Stade de Reims ao alcançar a 5ª posição no campeonato apresentando apenas o 13º plantel mais valioso (78 milhões de Euros em 07/2019 e 74 milhões em 07/2020). Com um registo muito baixo de golos marcados e sofridos (26 vs. 21), para este feito, muito contribuiram as boas exibições de Hassane Kamara, Yunis Abdelhamid, Xavier Chavalerin e Predrag Rajkovic. Recordamos que o Stade de Reims, na presente época, apresentou também apenas o 4º salário médio por jogador mais baixo da competição conforme apresentámos anteriormente aqui.

O Stade Brest destacou-se igualmente alcançando a 14ª posição no campeonato com o plantel menos valorizado no início da competição e o 2º salário médio por jogador mais baixo da Ligue 1. Esta época destacaram-se fundamentalmente Gautier Larsonneur e Gaetan Charbonnier.

Por outro lado, a grande desilusão acabou por ser o AS Saint-Étienne que, com um plantel actualmente avaliado em cerca de 74 milhões de Euros e o 10º mais valioso no início da temporada, não foi capaz de ir além do 17º lugar da liga francesa.

Entre 1 de Abril e 15 de Junho os valores de mercado dos plantéis sofreram uma quebra abrupta devido à pandemia, na ordem dos 18%, com o principal prejudicado a ser o PSG devido à desvalorização dos seus jogadores em cerca de 177 milhões de Euros.

Valores de mercado correspondentes a 15/07/2019 e 15/07/2020.

Desvalorização COVID-19 – diferença entre o valor de mercado a 01/04/2020 e a 15/06/2020.

Valores em milhões de Euros.

Artigo originalmente publicado em www.totalfootballanalysis.com.

Terminamos hoje a série de artigos sobre a relação entre o desempenho desportivo e o salário anual médio pago por jogador com os clubes da Ligue 1.

Como habitualmente, numa primeira fase, iremos analisar individualmente cada época entre 2016/2017 e 2019/2020 de modo a aferir quais os clubes que atingiram melhores resultados entre estas duas variáveis. De seguida, examinaremos os 14 clubes que permaneceram na Ligue 1 durante este período e como se comportaram desportivamente face ao salário médio pago por jogador.

2016/2017

Na edição de 2016/2017 da liga francesa, o AS Monaco sagrou-se campeão apresentando o 2º salário anual médio por jogador mais elevado.

De uma perspectiva positiva, o Nantes alcançou a 7ª posição na competição com apenas o 2º salário mais baixo. No lado oposto, o Bastia foi o caso de menor sucesso terminando a liga no último lugar com o 12º salário médio mais alto.

Nenhum dos clubes apresentou a mesma posição no ranking de salários por jogador e na competição.

2017/2018

Na época seguinte, o Paris Saint-Germain venceu a liga com o salário anual médio por jogador mais alto.

O Dijon e Guingamp foram as surpresas alcançando a 11ª e 12ª posições no campeonato apenas com o 17º e 18º salários médios mais elevados. Pelo contrário, o Lille foi o caso de menor sucesso terminando na 17ª posição com o 7º valor mais elevado.

O PSG, AS Monaco, Girondins Bordeaux e Strasbourg apresentaram a mesma posição na liga e no ranking de salários.

2018/2019

A época passada não foi diferente e o PSG venceu novamente o campeonato apresentando também, uma vez mais, o salário médio mais elevado.

No lado positivo, o Nimes alcançou o 9º posto com o salário médio por jogador mais baixo da liga. De uma perspetiva negativa, o AS Monaco foi o caso de menor sucesso terminando a liga na 17ª posição com o 4º salário médio mais elevado.

O PSG, Olympique Lyonnais e Angers apresentaram as mesmas posições no ranking de salários e no campeonato.

2019/2020

Com o cancelamento da época devido à pandemia, o PSG venceu mais um título com o salário médio por jogador mais elevado.

De uma perspectiva positiva, o Stade Reims realizou um campeonato incrível alcançando a 5ª posição com o 17º salário médio por jogador mais alto da liga. No lado oposto, o Saint Étienne foi a desilusão terminando no 17º lugar apresentando o 6º salário médio mais elevado.

Apenas o PSG ocupou a mesma posição no campeonato e no ranking de salário médio por jogador.

2016/2017 a 2019/2020 – Que clube melhor rentabiliza o salário pago aos seus jogadores

Por ultimo, analisamos o desempenho e salários dos 14 clubes que permaneceram na Ligue 1 entre 2016/2017 e 2019/2020.

O gigante Paris Saint-Germain é o clube com o salário anual médio por jogador mais elevado. O Nantes e o Angers são os clubes com mais sucesso quando comparamos o seu desempenho desportivo com o salário anual médio pago por jogador, tendo alcançado, em média, o 10º e 12º lugares apenas com o 13º e 15º salários médios mais elevados.

Ainda com 4 jogos dos oitavos-de-final por realizar, no passado dia 17 de Junho, a UEFA anunciou que os quartos-de-final, meias-finais e final da UEFA Champions League terão lugar em Lisboa, no Estádio do Sport Lisboa e Benfica (estádio da final) e no Estádio José Alvalade, pertencente ao Sporting Clube de Portugal. Os quartos-de-final e meias-finais serão jogadas apenas a uma mão. Está ainda pendente uma decisão relativamente ao local dos jogos em falta dos oitavos-de-final que poderão ter lugar nos estádios de Barcelona, Bayern Munchen, Juventus e Manchester City ou em Portugal, no Estádio do Dragão, pertencente ao Futebol Clube do Porto e Estádio D. Afonso Henriques, casa do Vitória Sport Clube. Para já estão garantidas as presenças em Lisboa da surpreendente Atalanta, do Atlético de Madrid de João Félix, do crónico campeão francês Paris Saint-Germain e do cada vez mais conhecido RB Leipzig.

As cidades escolhidas pela UEFA

Ano após ano, as principais cidades europeias candidatam-se a receber a final da maior competição mundial, a UEFA Champions League. Além de ter sido anunciado o novo local da final deste ano, já são conhecidas as cidades onde se irão realizar as edições de 2021, 2022, 2023 e 2024. Entre 1993, ano da primeira final enquadrada no mais recente formato da competição, e 2024, serão 22 os estádios de 20 cidades de 14 países que terão recebido as 32 finais da competição com especial destaque para a Alemanha com 6 edições e, em particular, para Munique com 4 finais.

Ao analisarmos o local das finais, verificamos que existe uma clara preferência pelos países dos chamados “Big-5” (Bundesliga, La Liga, Ligue 1, Premier League e Serie A). Assim, em 2024, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália terão recebido 19 das 32 finais (59%). Relativamente aos restantes países, destacam-se três “periféricos”, Turquia, Grécia e Portugal, com duas finais.

À primazia pelos 5 países das principais ligas europeias não será, obviamente, alheia a componente comercial uma vez que terão tendencialmente mais capacidade de gerar e potenciar receitas através das suas marcas, do seu poder de compra, da centralidade no continente europeu e da sua rede de transportes.

O impacto económico das últimas finais

O impacto económico nas cidades que recebem a final da competição incide fundamentalmente nas estadias em hotéis e outras habitações turísticas, na restauração, em outras actividades turísticas, e em outros serviços como segurança, hospitalidade, patrocínios. Como se pode observar no gráfico em baixo, o impacto nas cidades variou entre os 45 milhões de Euros em Roma no ano de 2009 e os 53 milhões em Cardiff mais recentemente.

Em 2011, Barcelona e Manchester United defrontaram-se em Londres tendo os Blaugrana vencido por 3-1 com o “tiki taka” de Pep Guardiola e Messi como maestro. Estima-se que a final entre os dois colossos tenha gerado 52 milhões de Euros e se tenham deslocado à capital inglesa cerca de 110 mil pessoas. Já em 2017, em Cardiff, a final entre Real Madrid e Juventus gerou 53 milhões de Euros, valor mais elevado nas finais analisadas, e levou à cidade cerca de 200 mil pessoas.

Relativamente à final de Lisboa em 2014, entre as equipas espanholas do Real Madrid e Atlético Madrid, calcula-se que o impacto económico para a capital portuguesa tenha sido de cerca de 50 milhões de Euros. De acordo com estudos realizados, crê-se que 54% deste valor (27M€) esteja associado a estadias, 22% (11M€) a restauração, 7% (3,5M€) com outras actividades turísticas e 17% (8,5M€) a outros serviços. O aeroporto de Lisboa registou um acréscimo de 10 mil passageiros no fim-de-semana do jogo, representando um aumento de 20% face ao fluxo habitual e registaram-se cerca de 50 mil dormidas em Lisboa e 70 mil visitantes.

Para estes valores em muito contribui o poder de compra dos adeptos que visitam a cidade que acolhe a final. Conforme podemos verificar no gráfico em baixo, ao combinarmos o PIB per capita dos países dos clubes representados na final, o evento de Lisboa em 2014 apresenta o valor mais baixo das últimas 11 edições. A final de 2013 em Londres, entre Bayern Munchen e Borussia Dortmund apresenta o valor mais elevado.

As cidades, além de obterem receitas e impacto comercial no curto-prazo com a realização do evento, obtêm dividendos a longo-prazo. A final de 2014 em Lisboa contribuiu, juntamente com outros grandes eventos decorridos nos últimos anos, como o Euro 2004, para o incremento da reputação da cidade e do país como organizador de eventos de relevo. Assim, as cidades acabam por lucrar no longo-prazo com um aumento do turismo, patrocínios e maior probabilidade de receberem outros grandes eventos.

UEFA Champions League em Portugal – Que impacto esperar?

Em primeiro lugar, devemos ter em conta que os moldes em que Portugal receberá a competição são totalmente novos uma vez que, no mínimo, serão realizados 7 jogos em Lisboa ao invés de apenas a final. Em segundo lugar, devemos também ter atenção ao facto de a presença de público no interior dos estádios ser também ainda uma incógnita em virtude da evolução da pandemia do COVID-19. Por último, é importante considerar que os voos internacionais estão a ser retomados possibilitando a vinda de adeptos afectos aos clubes mesmo na eventualidade de estes não poderem assistir aos jogos no interior dos recintos desportivos.

Assim, tendo por base os valores acima referidos e dois cenários distintos, apresentamos uma estimativa relativamente ao impacto económico esperado.

Cenário 1 – Sem público nos estádios

  • 8 equipas, staff, UEFA, jornalistas, patrocinadores e alguns adeptos que se desloquem independentemente de não poderem aceder aos estádios – 10.000 pessoas representando 15% do fluxo de 2014:
    • Estadias em unidades hoteleiras – 5,4 milhões de Euros
    • Restauração – 1,65 milhões de Euros
    • Outras actividades turísticas – 0,5 milhões de Euros
    • Outros serviços (considerando serem afectados apenas em 30% devido ao número superior de jogos face a 2014) – 5,95 milhões de Euros
  • Impacto estimado total = 13,5 milhões de Euros

Cenário 2 – Estádios com 33% de lotação máxima (na linha do que se encontra a ser discutido pela La Liga)

  • Assumindo 20 mil pessoas por jogo, 10 mil afectas a cada um dos 8 clubes e assumindo que assistirão também às meias-finais e final caso o seu clube se apure, repercute-se num potencial máximo de 80 mil pessoas;
    • Estadias em unidades hoteleiras – 43,2 milhões de Euros
    • Restauração – 17,6 milhões de Euros
    • Outras actividades turísticas – 5,6 milhões de Euros
    • Outros serviços – 13,6 milhões de Euros
  • Impacto estimado total = 80 milhões de Euros

Independentemente das estimativas que se possam efectuar, é certo que a realização das fase final da UEFA Champions League trará benefícios, sobretudo nesta fase, ajudando na retoma da hotelaria e restauração, na atenção mediática e imagem do país pelo facto de acolher, no mínimo, 8 equipas compostas por elementos com muitos seguidores e com um valor de mercado elevado.

O Futebol vive de golos, todos o sabemos. Além do espectáculo que proporcionam, permitem aos clubes acumularem pontos de modo a alcançarem os seus objectivos, sejam eles desportivos ou financeiros.

Dependendo da sua envolvente, dos plantéis de que dispõem, da sua cultura de jogo, do próprio sucesso da sua estratégia desportiva e empresarial e dos desafios que lhes são colocados pelos seus adversários, apresentam diferentes volumes de golos marcados e, em determinados casos, marcando menos do que outros mas conseguindo obter pontuações significativas permitindo-lhes atingirem classificações confortáveis ao longo das épocas.

Cada clube adapta a sua estratégia aos seus objetivos e condicionantes acabando por adoptar diferentes modelos de jogo que convergem em maiores ou menores percentagens de posse de bola.

O Football Industry analisou esta temática verificando o desempenho dos 73 clubes que permaneceram nas principais divisões de Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal entre as épocas 2014/2015 e 2018/2019.

Assim, apresentamos em baixo o ranking das equipas que apresentam melhor relação entre posse de bola e golos marcados, nomeadamente que, dispondo de menos posse de bola, alcançaram um maior número de golos.

 

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A KPMG Football Benchmark divulgou esta quinta-feira a sua 5ª edição do relatório sobre o valor económico dos clubes referente a Janeiro de 2020. Deste modo, devido à crise causada pela pandemia do vírus COVID-19, estes valores terão tendência para descer devido aos necessários ajustes do mercado.

À semelhança dos relatórios anteriores, Real Madrid e Manchester United ocupam os dois primeiros lugares do ranking seguidos pelo Barcelona que passou a ocupar a terceira posição que pertencia ao Bayern Munchen, clube que em 27 anos nunca apresentou resultados financeiros negativos.

Outra novidade desta edição prende-se com a inexistência de clubes da Serie A no Top-10 uma vez que a Juventus caiu para o 11º posto.

O Galatasaray foi o clube que mais cresceu face ao ano anterior (49%) seguido do Paris Saint-Germain e Internazionale.

Por outro lado, o Real Madrid assume o 1º lugar pela terceira vez desde 2016 sobretudo devido às três UEFA Champions League conquistadas e um crescimento de 41% nas receitas comerciais. Já o Manchester United manteve o 2º posto devido à força da sua marca e um EBIT acumulado significativo. No 3º lugar, o Barcelona registou um crescimento de 50% nas receitas operacionais e de 52% nas receitas comerciais desde 2016 levando-o assim a subir um lugar face ao ano passado.

No conjunto dos 32 clubes que fazem parte deste ranking, entre 2016 e 2020, o seu valor cresceu sempre (51% acumulado) principalmente devido a um aumento de 44% nas receitas operacionais ao longo deste período. Todas as rúbricas de receitas aumentaram, sendo as receitas televisivas o principal destaque com um incremento de 65% enquanto que as receitas de matchday e comerciais cresceram 22% e 39%, respectivamente. Outro facto importante, passa pela decrescente dependência de 25 dos 32 clubes face às receitas de matchday.

Simultaneamente é importante referir que, ao longo das 5 edições deste relatório, o peso do Top-10 no total do valor económico dos 32 clubes decresceu 4% cifrando-se actualmente nos 66%.

Relativamente aos clubes, em termos percentuais, desde 2016, o Olympique Lyonnais foi o clube cujo valor mais cresceu (193%) seguido do Tottenham e Internazionale. Em termos absolutos, o Liverpool foi quem mais viu crescer o seu valor económico (1.385 milhões de Euros). Por outro lado, o AC Milan foi o único a perder valor ao longo dos anos. No que respeita aos resultados financeiros (EBIT), o Tottenham é o clube de destaque com um valor acumulado de 439 milhões de Euros.

À porta do ranking de 32 clubes de 2020, ficaram o Celtic FC (Escócia), PSV Eindhoven (Holanda), Olympique de Marseille e AS Monaco (França), Fenerbahçe SK (Turquia) e Sporting CP (Portugal).

Ranking do Valor Económico (Top-32)

 

Ranking de Variação do Valor Económico dos Clubes (2016-2020)

 

Ranking de Variação do Valor Económico por País (2016-2020)

Observando os clubes que fizeram parte das edições deste relatório entre 2016 e 2020, e agregando-os pelo país a que pertencem, verifica-se que o valor dos clubes da Ligue 1 tem sido que mais tem subido (74%). Já em termos absolutos, o 1º posto cabe aos clubes da Premier League (6.225 milhões de Euros).

 

Por último, entre 2016 e 2020, os clubes ingleses foram os que mais ganharam peso no total do valor do top-32, agregando 39% do mesmo em 2016 e 41% em 2020.

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Num momento difícil para o Futebol e em que alguns campeonatos foram cancelados e outros serão retomados em breve com restrições, o Football Industry regressa hoje aos relvados com novos artigos.

O Futebol vive de golos, todos o sabemos. Além do espectáculo que proporcionam, permitem aos clubes acumularem pontos de modo a alcançarem os seus objectivos, sejam eles desportivos ou financeiros.

Dependendo da sua envolvente, dos plantéis de que dispõem, da sua cultura de jogo, do próprio sucesso da sua estratégia desportiva e empresarial e dos desafios que lhes são colocados pelos seus adversários, apresentam diferentes volumes de golos marcados e, em determinados casos, marcando menos do que outros mas conseguindo obter pontuações significativas permitindo-lhes atingirem classificações confortáveis ao longo das épocas.

O Football Industry analisou esta temática verificando o desempenho dos 73 clubes que permaneceram nas principais divisões de Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal entre as épocas 14/15 e 18/19.

Numa primeira observação, tendo por base os clubes e o período acima referidos, verifica-se que Liga NOS e a Ligue 1 apresentam os campeonatos com a maior rentabilidade do golo (cada golo marcado representa, em média, 1,10 pontos obtidos) seguindo-se a Liga Santander e a Serie A com 1,04, a Premier League com 1,02 e a Bundesliga com 0,95.

Estes resultados estão fundamentalmente relacionados com o menor número médio de golos marcados pelos clubes portugueses e franceses face aos outros campeonatos, comparativamente com o número de pontos que no final da temporada conseguem obter. Assim, a título de exemplo, nas últimas 5 épocas, em média, os clubes portugueses atingiram 47 pontos marcando apenas 44 golos enquanto que na Alemanha foram necessários 49 golos para uma pontuação de 47.

Podem ser analisados também outros números para que possamos entender ainda melhor esta realidade, nomeadamente, o número médio de remates por jogo realizado por cada equipa e a sua taxa de conversão (percentagem de remates transformados em golo). Neste âmbito, considerando as épocas 16/17, 17/18 e 18/19, a Liga NOS apresenta o menor número médio de remates por jogo a par da Liga Santander (12,1) sendo a Serie A o que apresenta o valor mais elevado (13,4). No entanto, a Liga NOS apresenta a mais alta taxa de conversão (11,5%) seguida da Bundesliga (11,4%). No entanto, é importante referir que se retirarmos SL Benfica, FC Porto e Sporting CP da análise, tanto o número de remates por jogo como a taxa de conversão decrescem significativamente para 11,3 e 9,9%, respectivamente.

A relação entre os pontos conquistados e a taxa de conversão dos 73 clubes analisados entre 14/15 e 18/19, permite-nos observar o comportamento global dos clubes nos campeonatos analisados podendo, de seguida, analisar os clubes individualmente com base numa estimativa avaliando assim o seu desempenho.

Assim, apresentamos em baixo o ranking dos 73 clubes em função da sua capacidade de rentabilização dos golos marcados em pontos. Verificamos que clubes como o Nantes, Atlético de Madrid e Juventus alcançaram melhores pontuações médias do que o esperado face à taxa de conversão que apresentaram e à relação observada no gráfico em cima.

Nantes:

  • Pontuação média 14/15-18/19: 49
  • Taxa média de conversão 14/15-18/19: 7,9%
  • Pontuação média esperada 14/15-18/19: 42
  • Resultado: 7 pontos acima do esperado

Atlético de Madrid:

  • Pontuação média 14/15-18/19: 80
  • Taxa média de conversão 14/15-18/19: 13,8%
  • Pontuação média esperada 14/15-18/19: 72
  • Resultado: 8 pontos acima do esperado

Juventus:

  • Pontuação média 14/15-18/19: 91
  • Taxa média de conversão 14/15-18/19: 12,9%
  • Pontuação média esperada 14/15-18/19: 67
  • Resultado: 24 pontos acima do esperado

O índice “Football Industry Return on Investment Index” procura analisar o impacto do investimento realizado pelos clubes no mercado de transferências de 2013/14 no seu desempenho na liga nacional. Este impacto é verificado comparando os pontos acumulados pelo clube até ao momento com o número que apresentava em 2012/13, à mesma jornada, sendo esta diferença posteriormente confrontada com o investimento realizado.
A título de exemplo, o Liverpool, à 17ª jornada da época corrente, apresenta um crescimento de 0,23 pontos, face a 2012/13, por cada milhão de Euros investido no mercado de transferências de 2013/14.
[table id=321 /]
NOTAS: (1) Pontos Adicionais por cada Milhão Investido = Diferença Pontual, à mesma jornada, entre 2013/14 e 2012/13 : Investimento realizado no Mercado de Transferências de 2013/14; (2) Taxa de Câmbio 01 Novembro de 2013: 1 GBP = 1,19708 EUR; (3) Apenas foram consideradas as equipas que permaneceram nas ligas analisadas entre 2012/13 e 2013/14; (4) Dados analisados até 24 de Dezembro de 2013: Bundesliga – 17ª jornada, Ligue 1 – 19ª jornada, Liga BBVA – 17ª jornada, Barclays Premier League – 17ª jornada, e Serie A – 17ª jornada.
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Luis Suárez, jogador do Liverpool, a cumprir a quarta época no clube, após ter passado pelo Nacional de Montevideo, FC Groningen e Ajax, tem estado em grande forma tendo marcado, até ao momento, 19 golos em 12 jogos oficiais na Barclays Premier League. Neste momento, a par do hispano-brasileiro Diego Costa do Atlético Madrid, o jogador uruguaio é o melhor marcador dos 5 principais campeonatos europeus (Liga BBVA, Ligue 1, Barclays Premier League, Serie A e Bundesliga).
No quadro em baixo, apresentamos alguns dados dos actuais 7 melhores marcadores das referidas ligas. No período analisado, Luis Suárez foi o jogador que apresentou a média de golos por jogo mais elevada (1,6 golos por jogo). Simultaneamente, apresentou também uma significativa taxa de eficácia (25%) apenas inferior à registada por Diego Costa (33%). Finalmente, o jogador uruguaio é, até ao momento, o atleta que mais vezes remata por jogo (6,6 remates) sendo apenas ultrapassado por Cristiano Ronaldo do Real Madrid (7,7 remates).
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DATA PROVIDER: WhoScored.com
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Numa altura em que se aproxima o mercado de transferências de Inverno, o Football Industry apresenta-lhe o investimento realizado pelos clubes das 5 principais ligas europeias no verão de 2013 (Barclays Premier League, Bundesliga, Liga BBVA, Ligue 1 e Serie A).
Real Madrid, Monaco, Tottenham, Manchester City e Paris Saint-Germain destacaram-se dos restantes clubes tendo estado envolvidos em transferências milionárias de estrelas como Bale, Isco, Falcao, James Rodriguez, Lamela, Soldado, Fernandinho, Negredo, Cavani e Marquinhos.
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