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Fundado em 1931, o Granada CF tem tido diversos proprietários e alguns percalços financeiros. Em 2009, o clube andaluz quase fechou portas devido às suas elevadas dívidas. Em 2016, tornou-se um dos primeiros clubes espanhóis a receber capital de investidores chineses. Após um período de falência tem vindo a trepar os vários escalões do futebol espanhol até regressar à La Liga em 2019/2020 realizando uma excelente temporada (7º lugar no campeonato e meias-finais da Copa del Rey) qualificando-se para as pré-eliminatórias da UEFA Europa League de 2020/2021.

O Granada CF, que conta com 6 títulos no seu currículo (1 Segunda División, 2 Segunda División B e 3 Tercera División) e 3 jogadores portugueses no actual plantel (Domingos Duarte, João Costa e Rui Silva), viu-se obrigado a romper com os laços do passado tendo, em 2018/2019, finalmente sido possível terminar os vínculos económicos com o seu anterior proprietário representando uma redução da dívida em cerca de 8 milhões de Euros. Esta dívida estava extremamente ligada à movimentação de jogadores numa fase em que contava com uma estrutura de cerca de 70 atletas maioritariamente pertencentes a entidades terceiras. Actualmente, os jogadores do plantel são activos do clube e a área de formação voltou a ser gerida por si numa estratégia de realinhamento com a comunidade local e de fornecimento de atletas para a equipa principal.

O clube andaluz tem também em andamento a construção de uma cidade desportiva que, devido à turbulência das últimas épocas, foi sendo atrasada. O projecto conta com uma residência para atletas e campos de relva artifical com todas as valências necessárias inseridas na bancada destinadas às equipas de formação e feminina num investimento total de cerca de 4 milhões de Euros. Paralelamente, o Município, em conjunto com o clube, tem também em perspectiva um projecto de requalificação do estádio do Granada CF bem como a zona circundante dotando-a de condições para atrair público para a prática de desporto e como área de lazer.

Tal como todas as restantes entidades desportivas, o Granada CF está a sentir os efeitos da pandemia. Recentemente, o seu director-geral assumiu que a pandemia lhes retirou 3 milhões de Euros em receitas na época passada reforçando que se todos os Sócios tivessem pedido a devolução do valor dos seus lugares anuais teria representado uma perda de cerca de 1,3 milhões de Euros.

Os quadros em baixo apresentam a evolução financeira mais recente do clube espanhol:

Nas últimas semanas, o Granada CF anunciou novos acordos com a Caja Rural, CaixaBank (até 2022, patrocinador desde 2011) e Winamax (até 2022).

Com 2 vitórias nos 2 primeiros jogos da La Liga 2020/2021, as expectativas são agora elevadas com vista a mais uma época de grande sucesso.

Com o final da La Liga conquistada pelo Real Madrid e com Messi como principal artilheiro, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

O grande vencedor nesta análise é, sem dúvida, o Granada CF ao alcançar a 7ª posição no campeonato apresentando o plantel com o menor valor de mercado (22 milhões de Euros em 07/2019 e 52 milhões em 07/2020). Para este feito, muito contribuiram Carlos Fernández, Darwin Machis, Antonio Puertas e Roberto Soldado marcando 31 dos 52 golos da equipa mas também as boas exibições de Yangel Herrera e Victor Díaz. Recordamos que o Granada CF, na presente época, apresentou também apenas o 5º salário médio por jogador mais baixo da competição conforme apresentámos anteriormente aqui.

O CA Osasuna destacou-se igualmente alcançando a 10ª posição no campeonato com o 3º plantel menos valorizado no início da competição e o salário médio por jogador mais baixo da La Liga.  No clube de Pamplona destacaram-se fundamentalmente Chimy Avila, Pervis Estupiñán, Rúben Garcia e Roberto Torres.

Por outro lado, a grande desilusão acabou por ser o RCD Espanyol que, com um plantel actualmente avaliado em cerca de 130 milhões de Euros e o 11º mais valioso no início da temporada, não foi capaz de abandonar o último lugar da liga espanhola e irá competir na segunda divisão em 2020/2021.

Entre 1 de Abril e 15 de Junho os valores de mercado dos plantéis sofreram uma quebra abrupta devido à pandemia, na ordem dos 20%, com o principal prejudicado a ser o FC Barcelona devido à desvalorização dos seus jogadores em cerca de 200 milhões de Euros. Com o reatamento dos campeonatos estes valores têm vindo lentamente a subir em alguns casos.

O índice “Football Industry Return on Investment Index” procura analisar o impacto do investimento realizado pelos clubes no mercado de transferências de 2013/14 no seu desempenho na liga nacional. Este impacto é verificado comparando os pontos acumulados pelo clube até ao momento com o número que apresentava em 2012/13, à mesma jornada, sendo esta diferença posteriormente confrontada com o investimento realizado.
A título de exemplo, o Liverpool, à 17ª jornada da época corrente, apresenta um crescimento de 0,23 pontos, face a 2012/13, por cada milhão de Euros investido no mercado de transferências de 2013/14.
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NOTAS: (1) Pontos Adicionais por cada Milhão Investido = Diferença Pontual, à mesma jornada, entre 2013/14 e 2012/13 : Investimento realizado no Mercado de Transferências de 2013/14; (2) Taxa de Câmbio 01 Novembro de 2013: 1 GBP = 1,19708 EUR; (3) Apenas foram consideradas as equipas que permaneceram nas ligas analisadas entre 2012/13 e 2013/14; (4) Dados analisados até 24 de Dezembro de 2013: Bundesliga – 17ª jornada, Ligue 1 – 19ª jornada, Liga BBVA – 17ª jornada, Barclays Premier League – 17ª jornada, e Serie A – 17ª jornada.
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Numa altura em que se aproxima o mercado de transferências de Inverno, o Football Industry apresenta-lhe o investimento realizado pelos clubes das 5 principais ligas europeias no verão de 2013 (Barclays Premier League, Bundesliga, Liga BBVA, Ligue 1 e Serie A).
Real Madrid, Monaco, Tottenham, Manchester City e Paris Saint-Germain destacaram-se dos restantes clubes tendo estado envolvidos em transferências milionárias de estrelas como Bale, Isco, Falcao, James Rodriguez, Lamela, Soldado, Fernandinho, Negredo, Cavani e Marquinhos.
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According to the data provided by the Liga de Fútbol Profesional and the newspaper Marca, Barcelona and Real Madrid have, at this early stage of the season, an overall salary cost close to 190 million per year. The disparity between these two giants and the other clubs from Liga BBVA (Spanish League) is also clear in this point since Atlético Madrid, ranked third in this list, only presents a wage cost between 65 and 67 million Euros (about 35% of the first two).
At the beginning of this year, was agreed a salary cap for the Spanish clubs according to their revenues.
2013/2014 Liga BBVA’s Salary Cap
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De acordo com dados facultados pela Liga de Fútbol Profesional e pelo jornal Marca, o Barcelona e o Real Madrid apresentam, nesta fase inicial da época, um custo salarial global de quase 190 milhões de Euros/ano. A grande disparidade entre estes dois gigantes do futebol mundial e os restantes clubes da Liga BBVA (Liga Espanhola) verifica-se também neste aspecto dado que o Atlético de Madrid, terceiro classificado neste ranking, apenas apresenta um custo salarial anual entre os 65 e os 67 milhões de Euros (cerca de 35% dos dois primeiros).
No início do ano foi acordado um tecto salarial para os clubes espanhóis estando este dependente das receitas geradas pelos mesmos.
Limite Salarial na Liga BBVA 2013/2014
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Na edição de 2011/2012 da Liga BBVA, a Liga Espanhola, o Real Madrid, o Barcelona e o Valencia terminaram o campeonato na posição correspondente à que ocuparam no ranking por salário médio anual pago por jogador nessa época.
De uma perspetiva positiva, o Levante conseguiu alcançar o 6º posto na competição registando o valor salarial mais baixo entre os 20 clubes da liga espanhola. Na perspetiva oposta, o Villareal foi o caso de menor sucesso ficando apenas na 18ª posição com o 7º salário anual médio por jogador mais elevado, descendo assim de divisão.
Globalmente, o salário anual médio por jogador na Liga BBVA decresceu 11% entre 2010/2011 e 2011/2012 passando de cerca de 1,58 para 1,41 milhões de Euros. Em 7 dos 17 clubes que se mantiveram na principal divisão do futebol espanhol, registou-se uma subida do valor médio pago, sendo o Malaga o caso mais significativo (crescimento de 116%).
Finalmente, é também de salientar a grande diferença entre o valor médio do Real Madrid e do Barcelona comparativamente com os restantes clubes. O valor do Real Madrid é 11,1 vezes superior ao do Racing Santander, clube que apresenta o montante mais baixo.
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Nota: Taxa de câmbio a 14 de Junho de 2013: 1 GBP = 1,1771 EUR