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O Football Industry apresenta-lhe hoje o terceiro de um conjunto de artigos que procuram avaliar o equilíbrio e espectacularidade entre as 25 principais ligas europeias de acordo com o ranking da UEFA.

Foram avaliadas diferentes métricas relacionadas com pontuação, golos, resultados desportivos e financeiros e uma vertente macro de caracterização do campeonato entre as épocas 2015/2016 e 2019/2020, de modo a alcançar um modelo comparativo.

Após terem sido analisados os pilares “Pontuação” e “Golos”, neste terceiro artigo, abordaremos a vertente “Polarização Interna” procurando demonstrar as diferenças entre os referidos campeonatos e o seu nível de competitividade com base na mesma.

Assim, para esta análise foram consideradas as seguintes métricas:

  • Número de clubes vencedores da liga entre as épocas 2000/2001 e 2019/2020;
  • Percentagem de campeonatos ganhos pelos dois clubes com mais títulos no período de 2000/2001 a 2019/2020;
  • Número médio da jornada na qual o título de campeão foi “matematicamente” atribuído entre as épocas 2015/2016 e 2019/2020 (em percentagem uma vez que os campeonatos apresentam diferentes totais de jornadas);
  • Rotatividade de ocupação das vagas de acesso às competições da UEFA entre 2015/2016 e 2019/2020 (através da relação entre o número de diferentes clubes apurados e o total de vagas disponíveis).

Analisando o quadro em baixo, que apresenta as 25 principais ligas europeias ordenadas do menor nível de polarização interna para o mais elevado, verificamos que, tendo por base o conjunto das 4 métricas, a Liga Romena (Liga 1) apresenta-se como a com menor polarização nas últimas épocas. Além de ser um campeonato em que, nas últimas 20 edições, 8 clubes diferentes conseguiram vencê-lo verificando-se assim uma baixa concentração de títulos nos 2 principais clubes com mais vitórias durante este período, é também uma competição que se decide apenas no final (potenciado também pela existência de uma fase de playoff) e com uma rotatividade interessante relativamente à ocupação das vagas de acesso às competições da UEFA.

De entre os chamados “Big-5”, a Premier League (Liga Inglesa) apresenta-se como o campeonato com os menores níveis de polarização interna nas últimas épocas principalmente suportado pelos 6 campeões diferentes nas últimas 20 edições com 60% das mesmas concentradas em 2 clubes.

Finalmente, a Liga Portuguesa (Liga NOS) surge apenas na 19ª posição com 4 campeões nas últimas 20 edições mas tendo 18 das mesmas sido ganhas por FC Porto e SL Benfica. Apesar de nos últimos 5 anos o campeonato ter sido decidido, em média, perto da última jornada, a rotatividade de ocupação das vagas de acesso às competições da UEFA é das mais baixas.

Notas:

  • Nos casos em que o modelo competitivo apresenta fases de playoff, as mesmas foram consideradas para apuramento da jornada de decisão do título.
  • Devido à situação pandémica iniciada em 2020, a edição de 2019/2020 ou 2020 de alguns dos campeonatos analisados foi interrompida (Bélgica, Chipre, França, Holanda, Sérvia).

O Football Industry lança hoje o segundo de um conjunto de artigos que visam avaliar o equilíbrio e espectacularidade entre as 25 principais ligas europeias de acordo com o ranking da UEFA.

Foram avaliadas diferentes métricas relacionadas com pontuação, golos, resultados desportivos e financeiros e uma vertente macro de caracterização do campeonato entre as épocas 2015/2016 e 2019/2020, de modo a alcançar um modelo comparativo.

Após ter sido analisada o pilar “Pontuação”, neste segundo artigo, abordaremos a vertente “Golos” procurando demonstrar as diferenças entre os referidos campeonatos e o seu nível de competitividade e espectacularidade com base na mesma.

Assim, para esta segunda análise foram analisadas as seguintes métricas:

  • Número médio de golos marcados por jogo;
  • Percentagem de jogos com mais do que 1,5 golos marcados;
  • Percentagem de jogos com mais do que 2,5 golos marcados;
  • Percentagem de jogos com mais do que 3,5 golos marcados;
  • Percentagem de equipas com uma diferença positiva entre golos marcados e sofridos.

Analisando o quadro em baixo, verificamos que, tendo por base o conjunto das 5 métricas, a Liga Holandesa (Eredivisie) apresenta-se como a mais espectacular seguida pela Liga Suíça (Super League). Os golos são o que qualquer adepto mais quer ver e ambas as ligas têm garantido nos últimos 5 anos pelo menos 3 por jogo.

De entre os chamados “Big-5”, a Bundesliga (Liga Alemã) apresenta-se como o campeonato com os maiores níveis de espectacularidade em termos de golos marcados nas últimas 5 épocas com uma grande contribuição por parte do FC Bayern Munchen. Contrariando a sua reputação de liga defensiva, a Serie A (Liga Italiana) surge logo atrás da Bundesliga quando consideramos este grupo.

Finalmente, a Liga Portuguesa (Liga NOS) surge na 15ª posição logo atrás da La Liga (Liga Espanhola) e dois lugares acima da Ligue 1 (Liga Francesa).

Notas:

  • Nos casos em que o modelo competitivo apresenta fases de playoff, foram apenas consideradas para esta análise as fases regulares pelo facto de incluirem todas as equipas e um maior número de jogos.
  • Devido à situação pandémica iniciada em 2020, a edição de 2019/2020 ou 2020 de alguns dos campeonatos analisados foi interrompida.r

 

A presente conjuntura criada pelo COVID-19, constitui uma possível mudança e oportunidade/desafio no mercado de patrocínios da indústria do futebol. Face aos recentes acontecimentos, muitas marcas decidiram reavaliar as suas estratégias e os contratos em vigor.

De acordo com dados da KPMG, o valor de patrocínios nas 5 principais ligas europeias (Bundesliga, La Liga, Ligue 1, Premier League e Serie A), os que mais atraem as marcas, ascende a 3.300 milhões por ano sendo que um terço corresponde ao patrocínio da frente das camisolas.

A Premier League destaca-se claramente gerando 832 milhões de Euros anualmente, quase o dobro da La Liga com 436 milhões de Euros por ano. O gráfico em baixo permite também ver a diferença de realidades face a outras ligas como a turca (SuperLig) e a holandesa (Eredivisie).

Tal como sucede com outros fluxos de receita, existe também polarização dentro de cada liga. A título de exemplo, os 6 principais clubes da Premier League agregam 83% do valor total do campeonato e, em Espanha, Real Madrid e Barcelona reúnem 80% do valor. Os elevados valores recebidos por estes clubes ultrapassam, inclusive, os globais de ligas como a SuperLig e a Eredivisie.

Com o final da Bundesliga conquistada novamente pelo Bayern Munchen, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

Os grandes destaques foram, sem dúvida, o SC Freiburg e o FC Union Berlin ao alcançarem a 8ª e 11ª posições, respectivamente, no campeonato apresentando o 2º e 5º plantéis com o menor valor de mercado (37 e 114 milhões de Euros no início da época).

Da parte do SC Freiburg, muito contribuiram Nils Petersen, Lucas Holer e Jonathan Schmid marcando 24 dos 48 golos da equipa mas também as boas exibições de Nicolas Hofler. Recordamos que o SC Freiburg, é também o clube que melhor rentabiliza os salários que paga aos seus atletas conforme mostrámos anteriormente aqui.

O FC Union Berlin destacou-se igualmente fundamentalmente com o contributo de Christopher Trimmel e Sebastian Andersson. A equipa de Berlim apresentou também esta época o 2º salário médio por jogador mais baixo da competição.

Simultaneamente, a grande desilusão acabou por ser o Werder Bremen que, com um plantel actualmente avaliado em cerca de 119 milhões de Euros e o 12º mais valioso no início da temporada, não foi capaz de ir além do 16º lugar da liga alemã.

Entre 1 de Abril e 15 de Junho os valores de mercado dos plantéis sofreram uma quebra abrupta devido à pandemia, na ordem dos 18%, com o principal prejudicado a ser o Bayern Munchen devido à desvalorização dos seus jogadores em cerca de 180 milhões de Euros. Com o reatamento dos campeonatos estes valores têm vindo lentamente a subir em alguns casos.

Valores de mercado correspondentes a 15/07/2019 e 15/07/2020.

Desvalorização COVID-19 – diferença entre o valor de mercado a 01/04/2020 e a 15/06/2020.

Valores em milhões de Euros.

A UEFA Champions League, desde que assumiu esta designação em 1992/1993, leva já 27 edições. Neste período, foram 13 os clubes que a venceram oriundos de 7 países diferentes. O principal destaque vai para os colossos espanhóis Real Madrid CF e FC Barcelona com um total de 11 edições ganhas (41%) que fazem da Espanha o país com mais vitórias na UCL desde 1992/1993.

Apenas por duas vezes a UCL não foi ganha por um clube dos países chamados “Big-5”: em 1994/1995 pelo AFC Ajax (Holanda) e em 2003/2004 pelo FC Porto (Portugal).

 

Em teoria, países com maior população aliada a infraestruturas e profissionais de qualidade, terão tendência para apresentarem instituições desportivas mais capazes de alcançar títulos importantes, como é o caso, por exemplo, da Alemanha. No entanto, devem ser considerados vários factores de modo a retirarmos conclusões válidas. Um deles prende-se com o volume da população do país. Neste aspecto, Espanha e Portugal são os que apresentam melhor rácio quando comparamos o número de edições ganhas com o volume populacional.

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A KPMG Football Benchmark divulgou esta quinta-feira a sua 5ª edição do relatório sobre o valor económico dos clubes referente a Janeiro de 2020. Deste modo, devido à crise causada pela pandemia do vírus COVID-19, estes valores terão tendência para descer devido aos necessários ajustes do mercado.

À semelhança dos relatórios anteriores, Real Madrid e Manchester United ocupam os dois primeiros lugares do ranking seguidos pelo Barcelona que passou a ocupar a terceira posição que pertencia ao Bayern Munchen, clube que em 27 anos nunca apresentou resultados financeiros negativos.

Outra novidade desta edição prende-se com a inexistência de clubes da Serie A no Top-10 uma vez que a Juventus caiu para o 11º posto.

O Galatasaray foi o clube que mais cresceu face ao ano anterior (49%) seguido do Paris Saint-Germain e Internazionale.

Por outro lado, o Real Madrid assume o 1º lugar pela terceira vez desde 2016 sobretudo devido às três UEFA Champions League conquistadas e um crescimento de 41% nas receitas comerciais. Já o Manchester United manteve o 2º posto devido à força da sua marca e um EBIT acumulado significativo. No 3º lugar, o Barcelona registou um crescimento de 50% nas receitas operacionais e de 52% nas receitas comerciais desde 2016 levando-o assim a subir um lugar face ao ano passado.

No conjunto dos 32 clubes que fazem parte deste ranking, entre 2016 e 2020, o seu valor cresceu sempre (51% acumulado) principalmente devido a um aumento de 44% nas receitas operacionais ao longo deste período. Todas as rúbricas de receitas aumentaram, sendo as receitas televisivas o principal destaque com um incremento de 65% enquanto que as receitas de matchday e comerciais cresceram 22% e 39%, respectivamente. Outro facto importante, passa pela decrescente dependência de 25 dos 32 clubes face às receitas de matchday.

Simultaneamente é importante referir que, ao longo das 5 edições deste relatório, o peso do Top-10 no total do valor económico dos 32 clubes decresceu 4% cifrando-se actualmente nos 66%.

Relativamente aos clubes, em termos percentuais, desde 2016, o Olympique Lyonnais foi o clube cujo valor mais cresceu (193%) seguido do Tottenham e Internazionale. Em termos absolutos, o Liverpool foi quem mais viu crescer o seu valor económico (1.385 milhões de Euros). Por outro lado, o AC Milan foi o único a perder valor ao longo dos anos. No que respeita aos resultados financeiros (EBIT), o Tottenham é o clube de destaque com um valor acumulado de 439 milhões de Euros.

À porta do ranking de 32 clubes de 2020, ficaram o Celtic FC (Escócia), PSV Eindhoven (Holanda), Olympique de Marseille e AS Monaco (França), Fenerbahçe SK (Turquia) e Sporting CP (Portugal).

Ranking do Valor Económico (Top-32)

 

Ranking de Variação do Valor Económico dos Clubes (2016-2020)

 

Ranking de Variação do Valor Económico por País (2016-2020)

Observando os clubes que fizeram parte das edições deste relatório entre 2016 e 2020, e agregando-os pelo país a que pertencem, verifica-se que o valor dos clubes da Ligue 1 tem sido que mais tem subido (74%). Já em termos absolutos, o 1º posto cabe aos clubes da Premier League (6.225 milhões de Euros).

 

Por último, entre 2016 e 2020, os clubes ingleses foram os que mais ganharam peso no total do valor do top-32, agregando 39% do mesmo em 2016 e 41% em 2020.

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O índice “Football Industry Return on Investment Index” procura analisar o impacto do investimento realizado pelos clubes no mercado de transferências de 2013/14 no seu desempenho na liga nacional. Este impacto é verificado comparando os pontos acumulados pelo clube até ao momento com o número que apresentava em 2012/13, à mesma jornada, sendo esta diferença posteriormente confrontada com o investimento realizado.
A título de exemplo, o Liverpool, à 17ª jornada da época corrente, apresenta um crescimento de 0,23 pontos, face a 2012/13, por cada milhão de Euros investido no mercado de transferências de 2013/14.
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NOTAS: (1) Pontos Adicionais por cada Milhão Investido = Diferença Pontual, à mesma jornada, entre 2013/14 e 2012/13 : Investimento realizado no Mercado de Transferências de 2013/14; (2) Taxa de Câmbio 01 Novembro de 2013: 1 GBP = 1,19708 EUR; (3) Apenas foram consideradas as equipas que permaneceram nas ligas analisadas entre 2012/13 e 2013/14; (4) Dados analisados até 24 de Dezembro de 2013: Bundesliga – 17ª jornada, Ligue 1 – 19ª jornada, Liga BBVA – 17ª jornada, Barclays Premier League – 17ª jornada, e Serie A – 17ª jornada.
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Numa altura em que as principais ligas se encontram paradas devido aos compromissos das selecções nacionais, o Football Industry apresenta-lhe uma lista de 50 jogadores que têm sido influentes nas suas equipas em 2013/2014 tendo sido responsáveis por uma percentagem significativa do total de golos das mesmas nas ligas locais.
Nesta lista destacam-se dois portugueses: Cristiano Ronaldo (46% dos golos do Real Madrid) e Nélson Oliveira (44% dos golos do Rennes).
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Numa altura em que se aproxima o mercado de transferências de Inverno, o Football Industry apresenta-lhe o investimento realizado pelos clubes das 5 principais ligas europeias no verão de 2013 (Barclays Premier League, Bundesliga, Liga BBVA, Ligue 1 e Serie A).
Real Madrid, Monaco, Tottenham, Manchester City e Paris Saint-Germain destacaram-se dos restantes clubes tendo estado envolvidos em transferências milionárias de estrelas como Bale, Isco, Falcao, James Rodriguez, Lamela, Soldado, Fernandinho, Negredo, Cavani e Marquinhos.
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