O Football Industry lança hoje o segundo de um conjunto de artigos que visam avaliar o equilíbrio e espectacularidade entre as 25 principais ligas europeias de acordo com o ranking da UEFA.

Foram avaliadas diferentes métricas relacionadas com pontuação, golos, resultados desportivos e financeiros e uma vertente macro de caracterização do campeonato entre as épocas 2015/2016 e 2019/2020, de modo a alcançar um modelo comparativo.

Após ter sido analisada o pilar “Pontuação”, neste segundo artigo, abordaremos a vertente “Golos” procurando demonstrar as diferenças entre os referidos campeonatos e o seu nível de competitividade e espectacularidade com base na mesma.

Assim, para esta segunda análise foram analisadas as seguintes métricas:

  • Número médio de golos marcados por jogo;
  • Percentagem de jogos com mais do que 1,5 golos marcados;
  • Percentagem de jogos com mais do que 2,5 golos marcados;
  • Percentagem de jogos com mais do que 3,5 golos marcados;
  • Percentagem de equipas com uma diferença positiva entre golos marcados e sofridos.

Analisando o quadro em baixo, verificamos que, tendo por base o conjunto das 5 métricas, a Liga Holandesa (Eredivisie) apresenta-se como a mais espectacular seguida pela Liga Suíça (Super League). Os golos são o que qualquer adepto mais quer ver e ambas as ligas têm garantido nos últimos 5 anos pelo menos 3 por jogo.

De entre os chamados “Big-5”, a Bundesliga (Liga Alemã) apresenta-se como o campeonato com os maiores níveis de espectacularidade em termos de golos marcados nas últimas 5 épocas com uma grande contribuição por parte do FC Bayern Munchen. Contrariando a sua reputação de liga defensiva, a Serie A (Liga Italiana) surge logo atrás da Bundesliga quando consideramos este grupo.

Finalmente, a Liga Portuguesa (Liga NOS) surge na 15ª posição logo atrás da La Liga (Liga Espanhola) e dois lugares acima da Ligue 1 (Liga Francesa).

Notas:

  • Nos casos em que o modelo competitivo apresenta fases de playoff, foram apenas consideradas para esta análise as fases regulares pelo facto de incluirem todas as equipas e um maior número de jogos.
  • Devido à situação pandémica iniciada em 2020, a edição de 2019/2020 ou 2020 de alguns dos campeonatos analisados foi interrompida.r

 

O Football Industry lança hoje o primeiro de um conjunto de artigos que visam avaliar o equilíbrio e espectacularidade entre as 25 principais ligas europeias de acordo com o ranking actual da UEFA.

Foram avaliadas diferentes métricas relacionadas com pontuação, golos, resultados desportivos e financeiros e uma vertente macro de caracterização do campeonato entre as épocas 2015/2016 e 2019/2020, de modo a alcançar um modelo comparativo.

Neste primeiro artigo, abordaremos a vertente “Pontuação” procurando demonstrar as diferenças entre os referidos campeonatos e o seu nível de competitividade com base na mesma.

Assim, para esta primeira análise foram analisadas as seguintes métricas:

  • Número médio de pontos conquistados pelo 1º classificado;
  • Número médio de pontos conquistados pelo 1º classificado vs. 2º classificado;
  • Número médio de pontos conquistados pelo 1º classificado vs. 5º classificado (limiar médio de acesso às competições da UEFA);
  • Número médio de pontos conquistados pelo 1º classificado vs. Último classificado.

Analisando o quadro em baixo, verificamos que, tendo por base o conjunto das 4 métricas, a Liga Romena (Liga 1) apresenta-se como a mais competitiva seguida pela Liga Turca (Spot Toto Super League). De entre os chamados “Big-5”, a Serie A (Liga Italiana) apresenta-se como o campeonato com os maiores níveis de equilíbrio em termos de pontuação nas últimas 5 épocas. Finalmente, a Liga Portuguesa (Liga NOS) surge na 19ª posição logo atrás da Bundesliga (Liga Alemã) e dois lugares acima da Ligue 1 (Liga Francesa).

De outra perspectiva, quando olhamos para as métricas individualmente, constata-se que a Liga NOS é o 4º campeonato onde o campeão mais pontos acumula em média por jogo, atrás das ligas da Sérvia, Ucrânia e Grécia, respectivamente.

Relativamente à comparação entre os pontos médios alcançados por jogo pelos 1º e 2º classificados, a menor diferença é apresentada pela Eredivisie (Liga Holandesa) surgindo a Liga NOS, neste caso, na 5ª posição com um valor muito idêntico ao da Serie A (Liga Italiana). No entanto, quando comparamos o 1º e 5º classificados, verifica-se que a Liga Portuguesa surge apenas em 20º lugar apresentando uma diferença média bastante elevada.

Finalmente, ao comparar os pontos médios obtidos por jogo pelos 1º e último classificados, concluimos que a Liga Belga (Jupiler Pro League) apresenta a menor diferença surgindo a Liga NOS num modesto 19º lugar com uma das maiores disparidades médias.

Notas:

  • Nos casos em que o modelo competitivo apresenta fases de playoff, foram apenas consideradas para esta análise as fases regulares pelo facto de incluirem todas as equipas e um maior número de jogos.
  • Devido à situação pandémica iniciada em 2020, a edição de 2019/2020 ou 2020 de alguns dos campeonatos analisados foi interrompida.

 

Os clubes da Liga NOS têm, tipicamente, um perfil exportador no que toca às suas vendas sendo esta uma das, ou a, sua principal fonte de receita. Neste sentido, formar jogadores, ou adquiri-los ainda com margem de progressão para realização de futuras mais-valias, torna-se absolutamente essencial para sustentar o modelo de negócio praticado.

No entanto, será que no momento de adquirirem jogadores, os clubes da principal liga nacional, olham fundamentalmente para o mercado interno?

Para procurar responder a esta questão, o Football Industry analisou as contratações dos clubes que fizeram parte da Liga NOS nas épocas 18/19, 19/20 e 20/21.

No período analisado, em termos de volume de investimento, os “3 Grandes” encabeçam naturalmente a lista com um total estimado de 61 milhões em aquisições internas. Neste capítulo, o FC Porto destaca-se dos demais tendo recentemente investido cerca de 15,5 milhões de Euros nas transferências de Nanu (ex-CS Marítimo), Zaidu (ex-CD Santa Clara), Toni Martinez (ex-FC Famalicão) e Medhi Taremi (ex-Rio Ave FC).

Top-5 Investimento 18/19-20/21 (Mercado de Verão)

No entanto, quando analisamos de uma perspectiva de número de jogadores contratados no mercado interno, o Moreirense FC destaca-se claramente seguido Vitória SC, CD Tondela e CD Santa Clara.

Outro aspecto verificado, prende-se com a maior aposta no mercado interno quando o número de equipas treinadas por técnicos nacionais é superior.

Top-5 Número de Jogadores 18/19-20/21 (Mercado de Verão)

NOTAS:

  • *”Entradas”: Não contabilizados fins de empréstimo e promoções da equipa B, sub-23 e sub-19.
  • **”Mercado Nacional”: Apenas consideradas transacções entre clubes nacionais (empréstimo ou compra) e jogadores sem clube caso tenham actuado em Portugal na época 19/20.
  • Apenas foi considerado o mercado de Verão.

A permanente exportação de jovens atletas portugueses ao longo das épocas demonstra que os clubes portugueses têm assumido fundamentalmente um modelo de negócio assente na formação para posterior venda dos jogadores a clubes tendencialmente com maior capacidade financeira.

Até hoje são inúmeros os casos, tendo os últimos sido as mudanças de Francisco Trincão para o FC Barcelona proveniente do SC Braga por 31 milhões de Euros e de João Félix para o Atlético de Madrid proveniente do SL Benfica por 126 milhões de Euros. Um dos casos mais memoráveis será, porventura, a venda de Cristiano Ronaldo por parte do Sporting CP ao Manchester United FC por 19 milhões de Euros em 2003.

Na maioria dos casos, os jogadores surgem a espaços nas equipas principais, jogando alguns minutos durante uma época, sendo posteriormente vendidos. A selecção portuguesa é disso exemplo: no último compromisso oficial realizado em Novembro de 2019 no Luxemburgo, dos 23 jogadores convocados por Fernando Santos, apenas 3 jogam em Portugal (Danilo Pereira, Pizzi e Rúben Dias) e existem atletas que cumpriram a sua primeira época de sénior no estrangeiro (Danilo Pereira e Bruno Fernandes) ou saíram ao fim de apenas uma época na equipa principal (Bernardo Silva, Bruma, Cristiano Ronaldo, João Cancelo e Rúben Semedo) sendo vendidos ou emprestados a clubes estrangeiros. Situações como as de Rui Patrício e João Moutinho são cada vez mais raros (12 e 9 épocas no clube de formação, respectivamente).

Assim, será a utilização dos jogadores das camadas jovens uma real aposta por parte dos clubes da Liga NOS? O Football Industry procurou responder a esta questão analisando os 562 jogadores que participaram nos 306 jogos da liga portuguesa de 2019/2020. No total, foram utilizados 82 jogadores com formação no clube onde actuaram em 2019/2020 num total de 48.290 minutos.

Em termos médios, os 18 clubes da Liga NOS utilizaram 5 jogadores formados no clube num plantel de 31 atletas tendo cada um dos 5 jogadores actuado durante 610 minutos.

A tabela em baixo apresenta os principais dados. Por um lado, o Sporting CP, com a entrada de Rúben Amorim, apresentou o maior número de jogadores da formação utilizados (13) lançando vários nos últimos jogos da Liga NOS. No entanto, foi o SL Benfica que, no global, mais minutos proporcionou aos seus 8 atletas (8.230) tendo Rúben Dias sido o mais utilizado (2.970). De uma outra perspectiva, o FC Porto apresentou a maior percentagem de jogadores da formação face ao total de jogadores utilizados (39%).

A par da aposta no lançamento de jovens por clubes como o SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, SC Braga, Boavista FC e Belenenses SAD, existem projectos que não contemplam a formação, nomeadamente, o do FC Famalicão, Moreirense FC e Portimonense SC.

Finalmente, verifica-se que, à medida que nos centramos nos clubes que ocuparam a segunda metade da tabela classificativa, o número total de jogadores utilizados durante a época é tendencialmente superior.

Com o final da Serie A conquistada pela Juventus, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

O grande vencedor nesta análise é, sem dúvida, o Hellas Verona ao alcançar a 9ª posição no campeonato apresentando o plantel com o menor valor de mercado (27 milhões de Euros em 07/2019 e 107 milhões em 07/2020). Para este feito, muito contribuiram as boas exibições de Miguel Veloso, Marco Faraoni, Darko Lazovic e Amir Rrahmani. Recordamos que o Hellas Verona, na presente época, apresentou também o 2º salário médio por jogador mais baixo da competição conforme apresentámos anteriormente aqui.

O Parma destacou-se igualmente alcançando a 11ª posição no campeonato com o 3º plantel menos valorizado no início da competição e o 5º salário médio por jogador mais baixo da Serie A.  Na época que agora terminou, destacaram-se fundamentalmente Dejan Kulusevski, Andreas Cornelius e Juraj Kucka.

Por outro lado, a grande desilusão acabou por ser o Torino que, com um plantel actualmente avaliado em cerca de 147 milhões de Euros e o 9º mais valioso no início da temporada, não foi capaz de abandonar o 16º lugar da liga italiana.

Entre 1 de Abril e 15 de Junho os valores de mercado dos plantéis sofreram uma quebra abrupta devido à pandemia, na ordem dos 19%, com o principal prejudicado a ser a Juventus devido à desvalorização dos seus jogadores em cerca de 141 milhões de Euros. Com o reatamento dos campeonatos estes valores têm vindo lentamente a subir em alguns casos.

Valores de mercado correspondentes a 15/07/2019 e 15/07/2020.

Desvalorização COVID-19 – diferença entre o valor de mercado a 01/04/2020 e 15/06/2020.

Valores em milhões de Euros.

Com o final da Premier League conquistada pelo Liverpool 30 anos depois e com Jamie Vardy como principal artilheiro, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

O grande vencedor nesta análise é, sem dúvida, o Sheffield United ao alcançar a 9ª posição no campeonato apresentando o plantel com o menor valor de mercado (47 milhões de Euros em 07/2019 e 120 milhões em 07/2020). Para este feito, muito contribuiram as boas exibições de Chris Basham, John Egan, Jack O’Connell e Oliver McBurnie. Recordamos que o Sheffield United, na presente época, apresentou também o salário médio por jogador mais baixo da competição conforme apresentámos anteriormente aqui.

O Burnley destacou-se igualmente alcançando a 10ª posição no campeonato com o 5º plantel menos valorizado no início da competição e o 4º salário médio por jogador mais baixo da Premier League.  Na época que agora terminou, destacaram-se fundamentalmente James Tarkowski, Dwight McNeil e Chris Wood com 14 golos marcados.

Por outro lado, as grande desilusões acabaram por ser o West Ham e o Bournemouth que, com plantéis actualmente avaliados em cerca de 288 e 247 milhões de Euros, respectivamente, e o 9º e 11º mais valiosos no início da temporada, não foram capazes de abandonar o 16º e 18º lugares da liga inglesa.

Entre 1 de Abril e 15 de Junho os valores de mercado dos plantéis sofreram uma quebra abrupta devido à pandemia, na ordem dos 18%, com o principal prejudicado a ser o Manchester City devido à desvalorização dos seus jogadores em cerca de 244 milhões de Euros. Com o reatamento dos campeonatos estes valores têm vindo lentamente a subir em alguns casos.

Valores de mercado correspondentes a 15/07/2019 e 15/07/2020.

Desvalorização COVID-19 – diferença entre o valor de mercado a 01/04/2020 e 15/06/2020.

Valores em milhões de Euros.

Com o final da Liga NOS conquistada pelo FC Porto e com Carlos Vinicius do SL Benfica como principal artilheiro, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

O grande vencedor nesta análise é, sem dúvida, o Gil Vicente FC ao alcançar a 10ª posição no campeonato apresentando o plantel com o menor valor de mercado (5 milhões de Euros em 07/2019 e 10 milhões em 07/2020). Para este feito, muito contribuiram as boas exibições de Henrique Gomes, Sandro Lima (10 golos marcados na Liga) e Ygor Nogueira.

O FC Famalicão destacou-se igualmente alcançando a 6ª posição no campeonato com o 12º plantel mais valorizado no início da competição. No clube de Famalicão destacaram-se fundamentalmente Fábio Martins com 12 golos marcados, Diogo Gonçalves, Pedro Gonçalves e Toni Martinez com 10 golos marcados.

Por outro lado, a grande desilusão acabou por ser o Portimonense SC que, com um plantel actualmente avaliado em cerca de 17 milhões de Euros e o 6º mais valioso no início da temporada, não foi capaz de abandonar o 17º lugar da liga portuguesa e irá competir na segunda divisão em 2020/2021.

Valores de mercado correspondentes a 15/07/2019 e 15/07/2020.

Desvalorização COVID-19 – diferença entre o valor de mercado a 01/04/2020 e 15/06/2020.

Valores em milhões de Euros.

Com o final abrupto da Ligue 1 devido à pandemia e a nova conquista do Paris Saint-Germain, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

O grande vencedor nesta análise é, sem dúvida, o Stade de Reims ao alcançar a 5ª posição no campeonato apresentando apenas o 13º plantel mais valioso (78 milhões de Euros em 07/2019 e 74 milhões em 07/2020). Com um registo muito baixo de golos marcados e sofridos (26 vs. 21), para este feito, muito contribuiram as boas exibições de Hassane Kamara, Yunis Abdelhamid, Xavier Chavalerin e Predrag Rajkovic. Recordamos que o Stade de Reims, na presente época, apresentou também apenas o 4º salário médio por jogador mais baixo da competição conforme apresentámos anteriormente aqui.

O Stade Brest destacou-se igualmente alcançando a 14ª posição no campeonato com o plantel menos valorizado no início da competição e o 2º salário médio por jogador mais baixo da Ligue 1. Esta época destacaram-se fundamentalmente Gautier Larsonneur e Gaetan Charbonnier.

Por outro lado, a grande desilusão acabou por ser o AS Saint-Étienne que, com um plantel actualmente avaliado em cerca de 74 milhões de Euros e o 10º mais valioso no início da temporada, não foi capaz de ir além do 17º lugar da liga francesa.

Entre 1 de Abril e 15 de Junho os valores de mercado dos plantéis sofreram uma quebra abrupta devido à pandemia, na ordem dos 18%, com o principal prejudicado a ser o PSG devido à desvalorização dos seus jogadores em cerca de 177 milhões de Euros.

Valores de mercado correspondentes a 15/07/2019 e 15/07/2020.

Desvalorização COVID-19 – diferença entre o valor de mercado a 01/04/2020 e a 15/06/2020.

Valores em milhões de Euros.

Com o final da Bundesliga conquistada novamente pelo Bayern Munchen, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

Os grandes destaques foram, sem dúvida, o SC Freiburg e o FC Union Berlin ao alcançarem a 8ª e 11ª posições, respectivamente, no campeonato apresentando o 2º e 5º plantéis com o menor valor de mercado (37 e 114 milhões de Euros no início da época).

Da parte do SC Freiburg, muito contribuiram Nils Petersen, Lucas Holer e Jonathan Schmid marcando 24 dos 48 golos da equipa mas também as boas exibições de Nicolas Hofler. Recordamos que o SC Freiburg, é também o clube que melhor rentabiliza os salários que paga aos seus atletas conforme mostrámos anteriormente aqui.

O FC Union Berlin destacou-se igualmente fundamentalmente com o contributo de Christopher Trimmel e Sebastian Andersson. A equipa de Berlim apresentou também esta época o 2º salário médio por jogador mais baixo da competição.

Simultaneamente, a grande desilusão acabou por ser o Werder Bremen que, com um plantel actualmente avaliado em cerca de 119 milhões de Euros e o 12º mais valioso no início da temporada, não foi capaz de ir além do 16º lugar da liga alemã.

Entre 1 de Abril e 15 de Junho os valores de mercado dos plantéis sofreram uma quebra abrupta devido à pandemia, na ordem dos 18%, com o principal prejudicado a ser o Bayern Munchen devido à desvalorização dos seus jogadores em cerca de 180 milhões de Euros. Com o reatamento dos campeonatos estes valores têm vindo lentamente a subir em alguns casos.

Valores de mercado correspondentes a 15/07/2019 e 15/07/2020.

Desvalorização COVID-19 – diferença entre o valor de mercado a 01/04/2020 e a 15/06/2020.

Valores em milhões de Euros.

Com o final da La Liga conquistada pelo Real Madrid e com Messi como principal artilheiro, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

O grande vencedor nesta análise é, sem dúvida, o Granada CF ao alcançar a 7ª posição no campeonato apresentando o plantel com o menor valor de mercado (22 milhões de Euros em 07/2019 e 52 milhões em 07/2020). Para este feito, muito contribuiram Carlos Fernández, Darwin Machis, Antonio Puertas e Roberto Soldado marcando 31 dos 52 golos da equipa mas também as boas exibições de Yangel Herrera e Victor Díaz. Recordamos que o Granada CF, na presente época, apresentou também apenas o 5º salário médio por jogador mais baixo da competição conforme apresentámos anteriormente aqui.

O CA Osasuna destacou-se igualmente alcançando a 10ª posição no campeonato com o 3º plantel menos valorizado no início da competição e o salário médio por jogador mais baixo da La Liga.  No clube de Pamplona destacaram-se fundamentalmente Chimy Avila, Pervis Estupiñán, Rúben Garcia e Roberto Torres.

Por outro lado, a grande desilusão acabou por ser o RCD Espanyol que, com um plantel actualmente avaliado em cerca de 130 milhões de Euros e o 11º mais valioso no início da temporada, não foi capaz de abandonar o último lugar da liga espanhola e irá competir na segunda divisão em 2020/2021.

Entre 1 de Abril e 15 de Junho os valores de mercado dos plantéis sofreram uma quebra abrupta devido à pandemia, na ordem dos 20%, com o principal prejudicado a ser o FC Barcelona devido à desvalorização dos seus jogadores em cerca de 200 milhões de Euros. Com o reatamento dos campeonatos estes valores têm vindo lentamente a subir em alguns casos.