No seguimento dos artigos anteriormente publicados, apresentamos hoje o último ranking abrangendo as equipas que competiram na edição de 2019/2020 da Liga NOS.

As redes sociais são, sem dúvida, a forma mais rápida e abrangente de que os clubes dispõem para comunicar com os seus adeptos. Hoje apresentamos-lhe o terceiro ranking dos clubes da Liga NOS nas redes sociais relativamente ao seu número total de seguidores.

Em termos agregados, verifica-se que o número de fãs dos clubes presentes nesta edição da Liga NOS no mês corrente corresponde a um total de 20.523.500, o que corresponde a um aumento de 1% face ao mês de Julho. O Facebook agrega 57% dos seguidores enquanto que o Instagram representa 23%, o Twitter 18% e o Youtube 2%.

Em relação aos clubes, o FC Porto, SL Benfica e o Sporting CP permanecem no pódio com um crescimento mensal na ordem dos 1%, seguidos pelo SC Braga, sendo que os três primeiros clubes agregam 88% do total de fãs.

Nota 1: Valores arredondados às centenas.

Nota 2: Valores recolhidos a 26 de Agosto de 2020.

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A permanente exportação de jovens atletas portugueses ao longo das épocas demonstra que os clubes portugueses têm assumido fundamentalmente um modelo de negócio assente na formação para posterior venda dos jogadores a clubes tendencialmente com maior capacidade financeira.

Até hoje são inúmeros os casos, tendo os últimos sido as mudanças de Francisco Trincão para o FC Barcelona proveniente do SC Braga por 31 milhões de Euros e de João Félix para o Atlético de Madrid proveniente do SL Benfica por 126 milhões de Euros. Um dos casos mais memoráveis será, porventura, a venda de Cristiano Ronaldo por parte do Sporting CP ao Manchester United FC por 19 milhões de Euros em 2003.

Na maioria dos casos, os jogadores surgem a espaços nas equipas principais, jogando alguns minutos durante uma época, sendo posteriormente vendidos. A selecção portuguesa é disso exemplo: no último compromisso oficial realizado em Novembro de 2019 no Luxemburgo, dos 23 jogadores convocados por Fernando Santos, apenas 3 jogam em Portugal (Danilo Pereira, Pizzi e Rúben Dias) e existem atletas que cumpriram a sua primeira época de sénior no estrangeiro (Danilo Pereira e Bruno Fernandes) ou saíram ao fim de apenas uma época na equipa principal (Bernardo Silva, Bruma, Cristiano Ronaldo, João Cancelo e Rúben Semedo) sendo vendidos ou emprestados a clubes estrangeiros. Situações como as de Rui Patrício e João Moutinho são cada vez mais raros (12 e 9 épocas no clube de formação, respectivamente).

Assim, será a utilização dos jogadores das camadas jovens uma real aposta por parte dos clubes da Liga NOS? O Football Industry procurou responder a esta questão analisando os 562 jogadores que participaram nos 306 jogos da liga portuguesa de 2019/2020. No total, foram utilizados 82 jogadores com formação no clube onde actuaram em 2019/2020 num total de 48.290 minutos.

Em termos médios, os 18 clubes da Liga NOS utilizaram 5 jogadores formados no clube num plantel de 31 atletas tendo cada um dos 5 jogadores actuado durante 610 minutos.

A tabela em baixo apresenta os principais dados. Por um lado, o Sporting CP, com a entrada de Rúben Amorim, apresentou o maior número de jogadores da formação utilizados (13) lançando vários nos últimos jogos da Liga NOS. No entanto, foi o SL Benfica que, no global, mais minutos proporcionou aos seus 8 atletas (8.230) tendo Rúben Dias sido o mais utilizado (2.970). De uma outra perspectiva, o FC Porto apresentou a maior percentagem de jogadores da formação face ao total de jogadores utilizados (39%).

A par da aposta no lançamento de jovens por clubes como o SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, SC Braga, Boavista FC e Belenenses SAD, existem projectos que não contemplam a formação, nomeadamente, o do FC Famalicão, Moreirense FC e Portimonense SC.

Finalmente, verifica-se que, à medida que nos centramos nos clubes que ocuparam a segunda metade da tabela classificativa, o número total de jogadores utilizados durante a época é tendencialmente superior.

Com o final da Serie A conquistada pela Juventus, apresentamos-lhe a relação entre a valorização dos plantéis e a posição alcançada no campeonato bem como o impacto na referida valorização devido à pandemia do COVID-19.

O grande vencedor nesta análise é, sem dúvida, o Hellas Verona ao alcançar a 9ª posição no campeonato apresentando o plantel com o menor valor de mercado (27 milhões de Euros em 07/2019 e 107 milhões em 07/2020). Para este feito, muito contribuiram as boas exibições de Miguel Veloso, Marco Faraoni, Darko Lazovic e Amir Rrahmani. Recordamos que o Hellas Verona, na presente época, apresentou também o 2º salário médio por jogador mais baixo da competição conforme apresentámos anteriormente aqui.

O Parma destacou-se igualmente alcançando a 11ª posição no campeonato com o 3º plantel menos valorizado no início da competição e o 5º salário médio por jogador mais baixo da Serie A.  Na época que agora terminou, destacaram-se fundamentalmente Dejan Kulusevski, Andreas Cornelius e Juraj Kucka.

Por outro lado, a grande desilusão acabou por ser o Torino que, com um plantel actualmente avaliado em cerca de 147 milhões de Euros e o 9º mais valioso no início da temporada, não foi capaz de abandonar o 16º lugar da liga italiana.

Entre 1 de Abril e 15 de Junho os valores de mercado dos plantéis sofreram uma quebra abrupta devido à pandemia, na ordem dos 19%, com o principal prejudicado a ser a Juventus devido à desvalorização dos seus jogadores em cerca de 141 milhões de Euros. Com o reatamento dos campeonatos estes valores têm vindo lentamente a subir em alguns casos.

Valores de mercado correspondentes a 15/07/2019 e 15/07/2020.

Desvalorização COVID-19 – diferença entre o valor de mercado a 01/04/2020 e 15/06/2020.

Valores em milhões de Euros.